quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Encontros e despedidas



Hoje uma amiga querida está deixando Lima - ela e o marido seguem para o próximo posto da carreira... Ontem teve almoço de despedida e depois happy hour de despedida... e essas despedidas... ai... essas despedidas ainda me matam!

Claro que quando escolhi viver essa vida, pelo mundo, já sabia que as despedidas viriam e que eu teria de lidar com elas com bastante frequência... mas confesso que é uma coisa muito chata!! A gente sobrevive, claro... mas eu não sei se algum dia vou me acostumar...

Primeiro eu tive de sair de São Paulo, deixar família e amigos, quando casei e fui morar em Brasília. Proibi todos os meus amigos de se despedirem de mim! Afinal, a minha festa de despedida foi, também, minha festa de casamento... não ia ser legal a noiva passar metade do tempo se debulhando em lágrimas, certo? Sem contar que ia borrar maquiagem, estragar as fotos, e o clima da festa ia pras cucuias! Não... proibi, mesmo! 

Depois tive de sair de Brasília... e foi um tal de almoço de despedida, jantar de despedida, happy hour de despedida... Sério! Passei umas duas semanas só dizendo "tchau" (e segurando as lágrimas)! E depois eu ainda fiquei um mês em São Paulo, antes de vir pra Lima, pra me despedir (novamente) do pessoal de lá!!

Claro que as despedidas fazem parte das mudanças, claro que eu queria encontrar todo mundo antes de ir embora... mas dá uma tristeza... uma tristeza continuada, sabe? Daquelas que não param de doer!

E aí, quando a gente acha que tá tudo sob controle, porque afinal a gente se prepara para nossas despedidas - que bem ou mal só devem acontecer a cada dois ou três anos, quando nós nos mudamos - os amigos que a gente faz, pelos lugares que a gente passa, começam a se despedir da gente!! Ou seja, as despedidas fogem do nosso controle e começam a pipocar no tempo, antes do que tínhamos previsto!

Lama... total!!

E a gente começa a sentir saudade antecipada, e começa a pensar em todos os outros amigos que estão por perto e que, uma hora ou outra, vão se despedir da gente...

Uma das melhores coisas de chegarmos num País novo são os encontros, quer dizer, os amigos que fazemos por aqui! Nós tivemos sorte de encontrar pessoas incríveis e fazermos amizades sinceras, que, certamente, vamos carregar para todo canto do mundo, com ponto de encontro marcado, no futuro, em Brasília... Não posso reclamar disso, aliás, só tenho a comemorar! 

Mas não é que esse povo resolve ir embora, assim... de uma hora pra outra?! (ok... teve um aviso prévio de uns 2 ou 3 meses... mas mesmo assim! Lama!)

Claro que racionalmente a gente nem precisa fazer esse "drama", nem sofrer tanto por conta disso porque, bem ou mal, a gente sente saudade, mas não fica ausente. É só saber se fazer presente, não é? E quando a gente quer, a gente consegue. Arruma um tempinho, dá uma ligadinha, escrever um e-mail, bate um papo, troca mensagens pra saber das novidades, nos vermos ao vivo pelo computador! Afinal, é (também) pra isso que serve essa tecnologia toda!

Mas, mesmo assim, a gente sente saudade de sentar pra tomar um café com o amigo... sente saudade de se encontrar e dar risada, ficar batendo papo sobre nada e sobre tudo... saudade de comentar as pequenas coisas que  acontecem no dia a dia... Enfim, temos dias melhores e dias piores nesse exercício diário de "aprender a sentir saudade"...

Como já disse Vinícius de Moraes - que não por acaso, foi diplomata - "A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida". Fico feliz por ter encontrado tanta gente bacana até agora, nessa vida de caixeiro viajante! 

E, no fim das contas, como disse uma amiga, é melhor sentir saudade, pois "triste é não ter saudade de nada nem de ninguém"!

Beijos! Saudades!
Tila.

PS 1: o post é em homenagem à Thaís, uma amiga querida que eu fiz aqui em Lima, e que eu vou reencontrar pelo mundo! Mas é claro que se aplica também a todas as minhas amigas queridas de São Paulo, de Brasília e do resto do mundo!

PS 2: a fotinho é de um blog que eu adoooooro, que tem frases incríveis! É esse aqui ó: i can read

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Minhas Listas: Livros - jul/dez 2011

Estava aqui pensando sobre o que escreveria no meu primeiro post do ano... tenho tanto pra escrever! Afinal, saí de férias, fiquei um tempo em São Paulo, matei saudades de um monte de gente... tenho várias coisas pra contar, mas não conseguia decidir sobre o que escrever...

Aí lembre que eu fiquei devendo a lista dos livros lidos no segundo semestre de 2011!! Como várias pessoas ainda estão de férias, resolvi cumprir  minha promessa e "prestar esse serviço" - uma ajudinha básica - para meus amigos que estão em busca de uma boa leitura para esse período de "tranquilidade" que antecede o verdadeiro começo do ano... rs...

Então, vamos à lista!
  • "Voz sem saída" - não gostei muito não... não conhecia a autora e, embora a forma dela escrever seja interessante, a história me pareceu um pouco solta... meio sem propósito... 
  • "No teu deserto" - o autor é português e a escrita é um tanto poética. A história (de amor) é triste, mas bonita. Gostei! Já tenho outro dele na estante para ler.
  • "A casa demolida" - gostei muito! Nunca tinha lido nada do Sérgio Porto, mas adorei a prosa poética e a saudade que ele demonstra dos tempos de infância e juventude!
  • "O jardim de cimento" - eu gosto bastante do Ian Mc Ewan, apesar de não ter curtido alguns dos livros dele. Esse aqui é controverso - tem trechos muito pesados, além da temática ser pesada. Mas, independente das histórias que ele conta eu adoro o jeito que ele escreve. De toda forma, valeu a leitura!
  • "O amor no tempo do Cólera" - clássico. Um pouco pesado em algumas passagens, mas eu gostei bastante!
  • "Perto do coração selvagem" - esse é primeiro livro de Clarice Lispector. Por incrível que pareça, não me lembro de ter lido outro livro dela, antes deste... peguei  emprestado para ler depois que vi uma palestra sobre um livro que comentava sua obra. A forma dela escrever é complexa, o fluxo de palavras acompanha os pensamentos do personagem, o que, por vezes, pode se tornar meio confuso. Achei uma leitura difícil, mas tenho outros dois dela na estante, que eu quero ler para entender melhor seu estilo.
  • "A infiltrada" - tem gente que não curte ler esses livros de suspense, tramas internacionais, ação... mas eu gosto sim! Livro é pra gente se divertir, e embora seja muito legal ler os clássicos e se deleitar com uma prosa elaborada, ou uma poesia bem escrita, também é ótimo ler uns livros mais leves, pelo simples prazer de ler! Esse é o caso! Devorei em poucos dias. Já comprei outros dois do mesmo autor (Daniel Silva), para poder devorar também!
  • "O Deus das pequenas coisas" - ganhador do Booker Prize (em 97), comprei porque me identifico mais com essa seleção do que com a seleção do Nobel - já tentei ler Cortazar e não consegui! Gostei do livro. A leitura não é leve, o tema também não, mas gostei do jeito de escrever do autor.
  • "O palácio de inverno" - do mesmo autor de "O menino do pijama listrado", que eu adorei (apesar da tristeza do tema, achei que o narrador traz o contraponto ideal, que me fez gostar de ler). A temática aqui é totalmente diferente, mas muito interessante! O conteúdo histórico também é bem bacana. Gostei bastante!
  • "Desilusões de um americano" - não curti. Achei a leitura muito difícil, muitos temas envolvidos ao mesmo tempo, uma confusão muito grande. Cansativo demais.
  • "À caça de Harry Winston" - mais um livro leve e delicioso de se ler! Estilo "Bridget Jones", sabe? A autora é a mesma de "O diabo veste Prada"... Ou seja, a gente escolhe já sabendo que é uma leitura sem pretensões e divertida! Sendo assim, devorei! 
  • "Amor em São Petesburgo" - aparentemente eu estava numa época meio russa... segundo romance com a mesma temática em menos de 1 mês! Rs....  Gostei mais do "O palácio de inverno". Esse é bonzinho... não sei se foi a tradução que não ajudou, mas tem passagens que a escrita é muito pobrinha...
  • "O mar" - mais um que veio parar na estante por conta do Booker Prize (esse ganhou em 2005), mas não gostei muito não... Achei que ele se perdeu um pouco ao contar a história... 
  • "Um crime entre cavalheiros" - estilo Simenon, Agatha Christie, e outros de suspense... como eu disse, eu gosto desses livros, especialmente quando a gente precisa de uma leitura leve depois de uma leitura que não foi tão boa (a lista está em ordem cronológica... ou seja, peguei esse aqui depois de ler um que eu não tinha curtido tanto...). Não é uma obra prima, mas dá para se divertir e espairecer.
  • "Corcovado" - roubei da estante da minha mãe, sem muitas pretensões, mas gostei bastante! O tema é diferente e interessante - a história da construção do Cristo Redentor - e ainda traz um retrato histórico do Rio de Janeiro daquela época (décadas de 20 e 30). Me surpreendeu! Gostei!
  • "Histórias para ler sem pressa" - acho os contos árabes, no geral, bem interessantes. Esse livro, contudo, não tem uma seleção muito boa. Alguns são bacanas, mas no geral, não valeu a pena...
  • "O passado" - comprei sem ter assistido ao filme. A história é muito interessante, a escrita também é detalhada (o que, geralmente, eu gosto bastante), mas achei que em determinados momentos o autor se perde um pouco... começa a divagar demais sobre alguns detalhes que não são interessantes, e nem acrescentam nada para a história... Mas, de toda forma, valeu a leitura.
  • "As filhas sem nome" - da primeira vez que vi esse livro fiquei encantada com o tema: a história de meninas chineses, nascidas numa família de filhas mulheres e que, portanto, o pai sequer se dignou a lhes dar um nome (lhe deu apenas números, na ordem do nascimento). Comprei sem nunca ter visto nada dessa autora - até porque, ela é chinesa! Apesar do tema ser aparentemente pesado, a história é interessantíssima, contada com muita delicadeza, o que faz da leitura algo delicioso! Vale muito à pena!
  • "O amante albanês" - nada de especial. O livro é legalzinho, trata de uma história de amor meio trágica... mas, enfim, não é nada demais.
  • "O clube do filme" - me interessei por esse livro porque a história de um pai que institui um "clube" para que assistir, junto com o filho, alguns filmes por semana me pareceu, no mínimo, interessante! Eu adoooro cinema e, por isso, achei que seria um livro bacana! Não me enganei! Devorei! E ainda fiz uma lista dos filmes comentados, que eu ainda não tinha assistido, para que eu pudesse "corrigir" esse déficit! Rs... Já consegui assistir a uns 3 ou 4 que ele comentou e eu ainda não tinha visto! Adorei a leitura!
  • "Vida Conjugal" - esse eu li num domingo à tarde. A leitura é fácil e o texto é bem escrito. É bacana porque trata com ironia e humor inteligentes o tema da traição, com a nuance da insatisfação (e da negação) do ser humano. Uma boa leitura.
  • "Frango com ameixas" - eu adorei o primeiro livro que eu li dessa autora ("Persépolis"), mas os outros dois que comprei depois - esse e "Bordados" - não chegam aos pés daquele... uma pena... 
  • "Eu sou o mensageiro" - adorei! O primeiro livro que eu li desse autor ("A menina que roubava livros"), achei sensacional! Recomendei para todo mundo! Achei incrível a forma dele contar a história: a ideia de trazer um narrador que desconhece as sensações e os sentimentos humanos, para contar uma história cheia de dor e sofrimento! Além disso - ou justamente por isso - as descrições das cenas são incríveis. Esse segundo livro estava na minha estante há muito tempo! Finalmente eu li! Demorei demais!! O livro é ótimo!! Não só porque o autor não repete a fórmula do anterior - o que é difícil de acontecer, especialmente quando o livro é um sucesso como foi o caso da "Menina..." - mas também porque ele escreve de uma forma deliciosa! Indispensável!
  • "Aprendiz de cozinheiro" - resolvi fechar o ano com um livro sobre culinária e viagens! Delícia!! Gostei muito da leitura! Morri de inveja (nude) da aventura do autor... Anotei várias dicas e receitas para testar quando puder! Para quem gosta da temática, vale muito a pena!
Resolvi fazer uma pilha com os livros lidos nessa segunda metade de 2011 (foram 24), para poder ilustrar o post. Aí não estão todos os livros do semestre, já que alguns deles eu peguei emprestado... mas já dá pra ter uma ideia!



O melhor de tudo é que com 43 livros lidos no ano estou chegando perto da meta de um livro por semana!! E que venham os livros de 2012!! :)

E aí? Já pensou em algum livros pra ler nesse ano?!

Beijos!
Tila.

PS: A propósito, o troféu de "Livro do Ano", na minha modesta opinião, ficou dividido entre dois escolhidos: "Um dia" (que eu até vi o filme, mas não se compara com o livro - apesar de eu gostar bastante da Anne Hathaway) e "Eu sou o mensageiro". ADOREI os dois, e foram os livros que eu comprei para presentear meus amigos no Natal!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Ho Ho Ho!




Mais um ano acabando! Esse negócio de ter 30 e poucos tá ficando complicado... e meio repetitivo... porque cada dia passa mais rápido! Cada ano que passa voando, e a gente não anota nem a placa! Aí, no fim de cada ano voador o comentário tem sido sempre: nossa, mas já acabou?!

Há um ano eu estava literalmente me preparando para uma grande mudança! Indo morar em outro País - um daqueles, muitos, para o qual eu jamais pensara que me mudaria (embora o globo seja bem grande e existam vários países para os quais eu jamais tenha pensado em ir, quando vira realidade a história é bem outra!). Mega ansiedade, apesar de já ter feito um estágio delicioso em Brasília, mas certa de que a experiência seria ótima! O destino não era o escolhido, e mais uma vez tudo mudava novamente, em direção oposta à tudo aquilo para o quê a gente estava se preparando há algum tempo... Mas, ok! A vida é feita de mudanças, e se é pra mudar tudo, então, façamos as malas e mudemos tudo de uma vez! (até de cabelo curtinho eu fiquei!)

Comecei 2011 acampada em um quarto de hotel, rodeada por pessoas que não falavam minha língua (ok, vá lá... espanhol não é tão difícil, mas não é minha língua! E eu juuuuro que faz diferença...). E além disso ainda tinha de correr atrás de documentos, conta de banco, escolha de operadora de celular, pacotes de internet e TV a cabo... e encontrar um apartamento (ai... o dilema da praia x parque...). Tudo isso enquanto esperava as várias caixas (141 pra ser mais exata), que continham quase minha vida inteirinha, empacotada!

Depois da correria inicial, com a casa (finalmente) montada – até os quadros nós penduramos, em tempo recorde! -, e a vida entrando nos eixos, comecei a compreender melhor o espanhol falado na velocidade da luz (cara, como é difícil!), aprendi a dirigir num trânsito maluco, e tentei achar meu lugar naquele (novo) mundo. Trabalhei, fui fazer um curso de fotografia, comecei meu blog (até que enfim!), descobri as coisas bacanas de morar num lugar diferente, fiz novos amigos, morri de saudade dos velhos, e passei muito tempo na ponte aérea, me equilibrando entre a saudade de tudo que eu deixo no Brasil, e saudade que eu tenho de tudo que eu deixo em casa, quando estou no Brasil.

Passei por novas experiências, novos aprendizados, tantas novidades, muitas coisas boas, outras não tão boas, tantos planos que não estavam nos meus planos...

Mas a verdade é que, embora a gente não consiga compreender o por quê de muitas coisas acontecem, aí elas estão. E se não controlamos o que acontece, podemos escolher como é que vamos encarar cada acontecimento novo na nossa vida. Quer dizer, a gente pode dificultar mais ainda as coisas, se entregar à tristeza pelo que não saiu exatamente como esperávamos... ou transformar aquela pedra que apareceu no nosso caminho em algo que nos dê mais força para seguir em frente e continuar buscando o que nos faz feliz!

Sendo assim, mesmo que no último ano eu não tenha conseguido compreender porque é que um monte de coisas aconteceram, eu acho que também não adianta muito ficar tentando descobrir porque elas acontecem, do jeito que acontecem.

Por isso, a verdadeira resolução de 2011 (só acredito nelas depois que acontecem, porque promessa de ano novo é praticamente piada!), foi a seguinte: vou viver a minha vida da melhor forma que eu puder, aproveitando os desvios no caminho para aprender a ser mais forte, persistente e mais paciente. Quem sabe, um dia, eu encontre as respostas que por vezes me intrigam... No meio tempo, eu quero poder sorrir (não só com o sorriso, mas com o coração também)! Ainda que para isso eu tenha de chorar um pouco, e tenha de me esforçar um tanto para continuar seguindo o caminho que me faz ser, simplesmente, feliz.

Desejo pra todos nós um 2012 com mais serenidade, paciência e força – especialmente quando os desvios no caminho parecerem inevitáveis! Para, assim, sermos cada vez mais felizes!

Um ótimo Natal, com muito amor e cercado de pessoas queridas! E um 2012, no mínimo, incrível!
Beijos!
Tila.

“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão...”
Fernando Pessoa

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Here comes the sun

Depois de passar um tempão reclamando aqui que o céu vivia branco, que não tinha sol, que eu estava entrando em depressão por falta de sol e céu azul, acho que o mínimo que eu deveria fazer era escrever um post para comemorar que o sol está voltando!!

E olha que os Fab Four tinham razão... me sinto "dentro" da música deles!! Cada dia que eu acordo aqui e vejo o sol lá fora me dá uma vontade de sair dançando!!

É incrível como tudo muda! A começar, claro, pelo humor da gente!! Aí nós vamos dando adeus aqueles tempos brancos e sem graça... vamos novamente enxergando cor por todos os lados... comemorando a luz do sol e um céu menos branco e mais azul!!

Há duas semanas eu e marido até arriscamos descer até o parque que tem aqui em frente de casa pra tomarmos um solzinho!! Afinal... quem não tem cão caça com gato... e como a praia aqui é inviável, saquei minhas cangas, pegamos nossos livros, uma sacola térmica com uma cervejinha e um chá gelado, e descemos pra tomar sol no parque! Delícia!! Sábado maravilhoso!!

Além disso as pessoas vão pra rua com mais alegria, os fins de semana ficam agitados... tudo lindo!!

E para comemorar que o sol está voltando a dar o ar da graça, tirei umas fotinhos das nuvens de Lima! As nuvens bonitas! Aquelas que vêm acompanhando o sol!! (não aquelas que só o escondem!! Risos...)







E também umas fotinhos da nossa mini farofa, no parque!





Beijos!!
Tila.

PS: ninguém curtiu o post anterior dos Days of thunder? Achei que ia dar o maior Ibope! Rs...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Days of Thunder

Acho que ainda não comentei isso aqui, mas a senhora que trabalha aqui em casa - minha assistente para assuntos domésticos - adoooora falar. Veja bem, ela gosta mesmo é de falar. Não precisa necessariamente ser uma conversa, um diálogo, ou algo do gênero. A nêga gosta mesmo é de discorrer sobre todo e qualquer assunto. 

Para dar uma ideia melhor do "quadro": quando ela começou a trabalhar aqui - ela e sua impressionante verborragia - eu me sentia meio mal... porque mais da metade das coisas que ela falava, por mais esforço que eu fizesse (e juro que eu fazia!), não conseguia acompanhar!! 

Afinal, eu estudei uns meses de espanhol (alguns anos antes de vir pra cá), conseguia me virar, mas não estava apta a compreender um discurso em velocidade de metralhadora. (Sabe? Aquela pessoa que começa a falar e não para mais... nunca mais! Pois é... ela é assim...) 

E quando eu cheguei aqui eu não tinha ainda o ouvido preparado... não entendia nada quando o povo falava correndo (ainda hoje não entendo 100%... ou eu "capto" o espírito da coisa, ou - se acho que é importante compreender tudo - peço gentilmente para falar mais devagar, pois afinal, aqui eu sou gringa e não entendo! Simples assim.).

Por isso me sentia meio mal porque eu não entendia metade do que ela dizia... E ela chegava falando, falando, falando...  me interrompia umas 48 vezes durante o dia pra perguntar alguma coisa (totalmente desnecessária, cerca de 97% das vezes), ou pra fazer algum comentário sobre qualquer assunto que fosse de interesse (dela)... Acho que ela devia pensar que, já que eu estava em casa, não estava trabalhando... claro! Que home office que nada... conceito meio novo... nem todo mundo entende...

Mas, enfim... depois que dividi toda essa minha angústia com meu irmão ele me deu um sábio conselho: "Aproveita pra treinar seu ouvido com ela, já que cerca de 80% do que ela falar não deve ser realmente relevante para o desenrolar do seu dia... você pode se dar ao luxo de não entender, e continuar "conversando", e treinando seu ouvido...".

Mudou minha vida. Sério. 

Ainda me irrito um pouco, especialmente quando estou concentrada fazendo alguma coisa e ela me interrompe pra perguntar qualquer coisa muito nada a ver... mas já não me desespero quando não entendo...

Bom, aí, na semana passada ela chegou aqui em casa me perguntando: "Sra. Hercília, a Sra. viu o schblébous ontem? Tem disso lá no Brasil??"

E eu: "Vi o quê Ivonne??"

- "O schblébous." (eu continuava sem entender)

- "Ivonne, não sei o que é schblébous..."

-"Aquilo que dá lá no céu, que fica estourando!"

- "Ah.... fogos... sei... tem no Brasil, sim! Mas é mais comum em festas juninas e no Ano Novo..."

-" Não Sra. Hercília, não são fogos, são schblébous!"

- "Ãn... então sei não Ivonne."

Passou. Fiz o almoço, o Fred chegou, nós almoçamos e sentamos no sofá pra ler o jornal. Daí o Fred me vira e manda: "Nossa, você viu o lance do TROVÃO de ontem?"

E eu: "Sério, meu... QUE lance do trovão?"

-" Ontem à tarde caiu um trovão aqui, você não lembra de ter escutado?"

-"Ah sim... ok... verdade, deu um trovão ontem à tarde. Mas e daí?"

- "E daí que o trovão tá em todos os jornais!"

Fato. O Fred traz três jornais pra ler em casa, e todos os três tinham notas (quando não reportagens) sobre o tal do trovão. 

E porque isso? Simplesmente porque o último trovão que rolou aqui em Lima - antes do que rolou semana passada - tinha sido em 1997. Isso: 1997! Há mais de 14 anos!

Moral da história: eu moro numa cidade em que trovão é notícia de jornal (jornais)! E motivo de espanto, e conversa, pra todo mundo!

Ah... e schblébous é trovão, em espanhol!

Beijos,
Tila.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Astrid & Gastón

Nunca tinha ido ao Astrid & Gastón - nem aqui no Peru (que é a matriz da casa), nem em qualquer outra parte do mundo. Já conhecia alguns dos restaurantes do Gastón (o Tanta e o Panchita aqui em Lima, o La Mar de São Paulo e o Chicha, em Arequipa), mas faltava conhecer o mais famoso deles!

Nós já tínhamos tentado jantar lá uma vez, quando um casal de amigos veio nos visitar, mas - ingênuos que somos - tentamos reservar na véspera, e a atendente disse que podíamos "tentar aparecer" depois das 22:30hs... porém, ainda assim não conseguimos um lugarzinho pra nós.

Numa outra ocasião um casal de amigos veio nos visitar (com a reserva já feita - bem mais espertos que a gente!), mas eu e Fred não pudemos comparecer porque tínhamos algum evento da embaixada, na mesma data.

Finalmente, nessa semana, fizemos nosso debut!

O restaurante fica numa casa antiga, aqui em Miraflores. Antiga mesmo. Paredes super grossas, piso (provavelmente original) de ardósias decoradas (super bonito!) e tábuas de madeira, também daquelas antigas, que faz barulho quando a gente pisa.

O bar é grande e agradável - até porque, muita gente deve ficar por ali esperando mesa! Além da casa original (que comporta o bar, o salão principal e a cozinha) eles expandiram seus salões para a casa ao lado, não tão charmosa, mas que é onde montaram a adega. As paredes são todas cobertas por garrafas de vinho, e aproveitaram para colocar por ali algumas mesas. Foi aí que ficamos. O ambiente é até mais agradável! Menos movimentado.

O menu não é tão extenso - cerca de 15 ou 20 pratos - mas o principal é o menu degustação, composto de 11 pratos. Preço: S./170,00 (cerca de R$ 102,00).

Pedimos uma sugestão ao maître, especialmente para sabermos se o menu seria demais para nós - 11 pratos, afinal, não é pra qualquer um... e não é mesmo! Ele sugeriu que reduzíssemos a quantidade de pratos. Acatamos. Nos serviriam 4 entradas e 2 pratos principais. Achei ótimo, até porque eu não queria abrir mão da sobremesa! :)

Enquanto aguardamos os prato tomamos nossas bebidinhas (todas com pisco, claro)! Eu tomei um coquetel de guanabana (uma fruta daqui bem parecida com graviola) e mandarina (tangerina), que tava uma delícia! Rolou também um pisco com maracujá, limão e manjeiricão (para nossa amiga) e um de pisco com frutas vermelhas e camu camu (outra típica daqui), pro Fred.

O couvert era composto por clássicos: manteiga, azeite de oliva e uma misturinha de azeite e temperos variados (delícia!). O toque diferente (e delicioso) ficou por conta de uma cesta de pães variados, dentre os quais você podia escolher pão de batata, de pimentão, de milho, de milho roxo (maiz morado - um tipo de milho que tem aqui), integral, de cereais, dentre outros... todos quentinhos e deliciosos!! O de batata é fantástico! E o de pimentão, embora eu não tenha provado, era liiiindo! Parecia um briochinho saído do forno!

Então vieram as entradas. Primeiro um prato com 3 tira gostos pequeninos - um amuse bouche, mesmo... só pra dar um gostinho. Uma cestinha recheada com um creme de carangueijo, camarão e um pouquinho de palta (o abacate que eles usam em várias comidas), um canudinho (também da mesma massinha finíssima com a qual fizeram as cestinhas de carangueijo) recheado com um tartar de atum delicioso, e uma causa limenha com carne moída e pimentão (esse eu não provei, porque não curto pimentão de jeito nenhum!).

A segunda entrada, que veio junto com estes tira-gostos, era um trio de ceviches. Clássico. Não poderia mesmo faltar! A respeito do ceviche, uma curiosidade. O ceviche que comi no La Mar (também do Gastón), em São Paulo, era 10 vezes mais picante do que o ceviche que estamos acostumados a comer aqui! Não sei se naquele dia o maître errou a mão na pimenta, mas, fato é, que o ceviche aqui em Lima (inclusive no restaurante do próprio Gastón) é muito menos picante do que o ceviche que comi no Brasil (em restaurante peruano! Do Gastón!).

A terceira entrada era uma causa limenha. A causa limenha  é como se fosse uma bolinha de purê de batata, bem temperadinha, que pode ser feita de diversos tipos de batatas (já que eles têm mais de 400 tipos de batata por aqui!). Além de causas de diferentes tipos de batata, elas vêm sempre com uma cobertura diferente. Essa era coberta com um creminho de camarão e um camarãozão. Até então tudo delicioso!

Vieram então as vieiras gratinadas com parmesão - quarta e última entrada. Assim como minha relação com o pimentão é conturbada, também tenho um problema com "conchas", então dei só uma provadinha... justo.

Sinceramente, a essa altura do campeonato nós já estávamos mega satisfeitos... e ainda faltavam os 2 pratos principais! Sério. Não dá pra encarar um menu de 11 pratos. Inviável! Embora tudo estivesse delicioso, e as porções fossem menores do que normalmente são... é muita comida! E eu já estava com receio de não conseguir chegar até a sobremesa... (mulher é fogo, né?! Rs...)

O primeira prato principal era um atum envolvo em uma crosta de pimenta - leve, não muito picante - que veio no ponto perfeito! Do jeito que eu gosto, pelo menos, ou seja, com o meio um pouco cru. O atum estava delicioso, mas o acompanhamento estava fantástico! Era um purê de batata doce (camote) com laranja e mel. Incrível! E olha que eu nem curto tanto mel! 
O equilíbrio perfeito com a crosta de pimenta do atum... maravilhoso!

Devo confessar que depois do atum nós fraquejamos. Pedimos para cancelar o segundo prato, se fosse possível... mas não era. Entre entradas e os prato houve um pequeno intervalo... mas  assim como as entradas foram servidas todas juntas (exceto pelas conchas, que vieram um pouco depois - justamente pelo fato de serem quentes), quando serviram o atum já estavam terminando de preparar o segundo prato, então, provamos ele também!

O segundo prato era um cabrito cozido no leite. O cozimento deve ter começado umas 12 horas antes de servir o prato, pois ele estava delicioso, literalmente se desmanchando! Muito bom!!

Depois dessa insana farra gastronômica, é claro que a gente não conseguiu pedir sobremesa. Diante de nossas caras de desconsolo (ok... da minha cara de desconsolo!) o garçom nos animou confirmando que com o café viriam uns docinhos! :) 

Dito e feito! Deliciosos! Macarrons (bons, mas já provei melhores), mini alfajores (deliciosos), gelatina de lúcuma (não provei) e trufas de chocolate (deliciosas)!

Jantar delicioso!!

Cabe, ainda, um elogio especial para o serviço que estava impecável! Os garçons, ao perceberem que falávamos português, arranhavam algumas palavras no nosso idioma para nos agradar. Além disso, na hora de servirem os pratos, o garçom que os apresentou o fez em um português quase perfeito! Achei super simpático!

E, confirmando a questão da acessibilidade às boas experiências gastronômicas, que rola aqui no Peru, este jantar (naquele que a crítica considera o melhor restaurante do País), para três pessoas, custou cerca de R$ 250,00... Sério.

Minha humilde avaliação pessoal é de que, embora seja um restaurante delicioso, com ambiente agradável e serviço impecável, não se trata do melhor restaurante de Lima. Talvez porque eu só tenha ido uma vez e ainda não tenha tido tempo de provar outras delícias... ou talvez porque realmente tenha apreciado mais outras delícias, de outros restaurantes... Mas é incontestavelmente um restaurante ótimo, que vale a visita, inclusive porque este já é uma instituição limenha.

E aí? Se animou? 

Beijos,
Tila.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A capital gastronômica da América Latina

Depois de quase um ano morando em Lima, nós finalmente fomos conhecer o Astrid & Gastón! Mas antes de fazer o posto sobre o jantar em si, vou falar um pouquinho da questão da gastronomia aqui no Peru.

Para que não está tão familiarizado com esse mundinho gastronômico (falou a entendida!), o Astrid & Gastón é o primeiro, dos muitos, restaurantes do Gastón Acurio. Ele é um chef peruano que teve a ideia de promover a gastronomia  do País (não só por aqui, mas em todo o mundo). A ideia era organizar a cena gastronômica peruana, profissionalizando e investindo na promoção desse "patrimônio cultural".

Aqui no Peru, como vocês já devem ter percebido pelos meus posts, come-se muito bem! Sério. O arroz que os caras fazem, é sempre uma delícia! E é arroz, meu! Daí pra diante todo o resto é delicioso. Sabe aquele receio que a gente tem, quando está com fome e escolhe um lugar para almoçar, sem saber ao certo se o lugar é bom, sem ter uma recomendação específica? Sem saber se a gente tá entrando numa roubada daquelas? Pois é, aqui esse receio não existe... 

Depois de viver um tempo por aqui posso garantir que ninguém precisa ficar meio apreensico na hora de entrar num restaurante que não conhece, que não foi indicado por um conhecido ou por algum guia. Tá com fome? Gostou da "cara" do lugar? Pode entrar e comer que eu garanto que você vai comer bem.

Aqui difícil é encontrar um lugar em que a comida seja ruim. Pode ser mais ou menos sofisticada, claro. E, é óbvio que se você tem alguma restrição alimentar é melhor se informar sobre qual o tipo de comida que se serve no lugar - afinal, não adianta entrar num japa se você não gosta de peixe cru, pois provavelmente você não vai gostar da refeição (muito embora, seja possível que você encontre algo no cardápio que te apeteça...), assim como, se você não gosta de peixes e frutos do mar, não adianta entrar num restaurante que só serve isso!

Mas, enfim... fato é que eu ainda não comi mal por aqui. Mesmos naquelas cadeias de restaurante populares, em que eu já me arrisquei - especialmente quando chegamos aqui e não conhecíamos nada - me dei bem. Já comi em quilo, e tava tudo certo! Também já almoçamos no meio de uma ilha, no Lago Titicaca (2 horas de viagem de barco), numa casa super simples (de um "local") - pois não tinha restaurante - em que a sopinha e o peixe com arroz estavam deliciosos!

Bom, daí o Gastón teve uma brilhante ideia: já que o povo aqui tem o dom de cozinhar bem, pois por mais simples que seja a comida, ela é saborosa... e considerando que há vários ingredientes diferentes, típicos daqui... bem como existe uma culinária diversificada dependendo da região do País em que você está... por que não promover a gastronomia peruana? Transformá-la em uma atração, num "patrimônio cultural" nacional? E assim foi feito.

Lima, especialmente, é uma cidade que - comparada com o resto do País - não tem tantos atrativos turísticos. O que acontecia era que todo mundo que vinha visitar o Peru - Machu Picchu, especialmente - tinha de passar por Lima, mas só "pingava" aqui para fazer a conexão do vôo e seguir para Cusco. 

Com o desenvolvimento e a propaganda da gastronomia peruana, hoje em dia o povo vem pra cá e fica pelo menos um ou dois dias na cidade, nem que seja apenas para fazer o "turismo gastronômico". 

O calendário turístico de Lima já incorporou até um festival gastronômico anual - o Mistura - que faz um sucesso incrível aqui. São 10 dias de uma feira gastronômica, em que você pode comer muito barato (barato sério... por R$ 5,00 você compra o cupom para doces e/ou meia porção e por R$ 7,00 você compra o cupom de porção inteira), experimentando vários ingredientes diferentes e pratos típicos das mais diversas regiões do País. É muito bacana! Além disso, há palestras de chefs e pessoas envolvidas com a gastronomia, e também convidados internacionais (nesse ano veio o Alex Atala e a Mara Salles daí do Brasil) que vêm falar para os interessados no assunto.

E tudo isso graças a ideia - e o esforço - do Gastón e de todos que aceitaram o desafio, e trabalharam para a profissionalização da gastronomia por aqui - outros chefs de sucesso também colaboraram bastante, como o Rafael Osterling e o Pedro Schiaffino que têm restaurantes muito bons, também!

Para se ter uma ideia do que o Gastón "causou", o cara aqui é como o Silvio Santos: se ele sair candidato à presidência, é barbada. Ele ganha sem a menor sombra de dúvida!

Ele teve uma ideia simples, que exigiu esforço, claro... mas que deu certo. Lima, hoje, é considerada a capital gastronômica da América Latina. 

Daí você pensa: "Ah.... mas São Paulo tem muito mais restaurantes. Essa história aí é pura promoção... propaganda enganosa!".

Claro que é promoção. O cara teve uma super ideia, investiu nisso e deu certo! Mas e daí?! Fato é que, embora São Paulo tenha mais restaurantes (afinal, é uma cidade bem maior do que Lima!), a culinária em Lima é muito mais acessível do que em São Paulo. Será que isso não a torna, de fato, a capital gastronômica da América Latina?! Porque aqui você não precisa deixar as calças para comer num restaurante renomado ou em qualquer outro lugar que tenha uma culinária deliciosa. 

Pelo contrário, com R$ 60,00 um casal come muito bem num ótimo restaurante japonês! Com R$ 120,00 um casal janta no melhor restaurante de massas de Lima (com vinho, tá?)! E ontem no melhor restaurante do País - o Astrid & Gastón (do próprio), jantei com o Fred e uma amiga, por cerca de R$ 250,00. Sério. Deve ser não só o melhor restaurante do País - segundo a crítica gastronômica (eu ainda não tenho condições de avaliar...rs), mas, possivelmente, seguindo esse raciocínio, o mais caro do País. E um jantar, com direito a menu degustação, saiu por cerca de R$ 80,00 por pessoa! É ou não incrível?

Tenho sido muito crítica em relação aos preços de São Paulo, mas eu sinceramente acho um absurdo pagar R$ 70,00 para comer um buffet de saladas e massas, com uma água mineral, só porque o Ráscal é descoladinho. Ou pagar R$ 50,00 para comer um galeto com salada no Galetto's. Isso porque eu não tô falando dos restaurantes caros, badalados, ou "gastronômicos", ok?! Tô falando de restaurante que tem em praça de alimentação de shopping!

Outro dia li uma reportagem de um "restauranteur" dizendo que ele cobra caro porque os ingredientes são ótimos e o serviço é fantástico. Ok. Mas precisa mesmo ser tão caro?! Depois de morar aqui, e ver que é possível fazer uma culinária de extrema qualidade, com serviço também impecável, apresentação perfeita e preços acessíveis, me desculpe, mas aquele Sr.  deve estar de brincadeira!

Enfim, eu realmente acho que aqui é a capital gastronômica da América Latina (o que dificulta imensamente meus planos de emagrecer), afinal, além de deliciosa, feita com cuidado e com o intuito de agradar o comensal, é acessível. Você consegue provar muita coisa diferente e saborosa, sem precisar gastar horrores. Torna-se um programa ótimo! Vale muito a pena conhecer!

Que o digam todos os nossos amigos e familiares que vieram nos visitar nesse ano! :)

Beijos,
Tila.

PS: no próximo post eu falo de como foi nosso jantar de ontem! Prometo!