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sábado, 21 de junho de 2014

O último dia

Hoje foi nosso último dia em Lima. 

O último dia é um dia esquisito. Embora tenha sido, ainda, uma correria só - apesar de inúmeras tentativas só conseguimos cancelar cartões e contas hoje! - passei o dia inteiro com uma sensação estranha.

Há dias estamos numa agitação sem fim. A mudança deu um trabalho enorme, pois como estamos saindo para um lugar onde viveremos em um apartamento menor, tivemos de nos desfazer de muita coisa. Levamos um tempo inacreditável para separar o que ia para o lixo (papéis, estudos, contas velhas, recibos... como a gente junta papel!!), o que ia para doação (roupas de cama, de banho, nossas roupas, sapatos, malas, material de escritório, raquete de tênis, ventilador, desumidificador, e por aí vai...), e o que íamos levar! 

Depois veio a correria da mudança, mesmo - empacotar a casa, a vida... e despachar tudo com aquela sensação de "tomara que chegue tudo inteiro!"... E agora, no final, a correria para encerrar as contas de banco, de TV a cabo, de celular... (e, nesse ponto, a dica master que eu deixo para quem mora em Lima é: faça com um mês de antecedência). Parece inacreditável, mas todas as informações que recebemos - à exceção da empresa de TV a cabo - estavam erradas. Todos os procedimentos que nos foram passados de início, ao questionarmos como fazer e quanto tempo levaria para encerrar o cartão, a conta no banco, o celular, estavam errados. Resultado: foi uma luta sem fim, e ainda sairemos daqui sem conseguir comprovantes de quitação de várias coisas - o que, dada a qualidade miserável das informações que nos foram prestadas, pode ser indício de um problema ainda maior!

Talvez por isso, outro dia quando minhas amigas me perguntaram se eu estava triste por estar indo embora daqui, eu disse que não! Estava tão irritada porque nenhuma informação era passada corretamente, porque faltava apenas 3 dias para eu sair do País e não tinha conseguido encerrar nenhuma conta, que o que eu mais queria era ir embora daqui!

Mas, fato é que, quando a gente vive tanto tempo em um lugar, e é feliz nesse lugar, não tem como não se sentir triste ao sair. E, talvez pela irritação dessa semana, só tenha me dado conta disso hoje. 

O dia foi todo esquisito... um misto de saudade, ansiedade, alegria, melancolia... 

Lima me deu coisas incríveis! Fiz amigos que vou levar para a vida inteira. Vivi muito bem, numa casa linda, com uma vista incrível, cada pôr do sol mais sensacional que o outro... e podia dormir toda noite ouvindo o barulho do mar. Impagável. Conheci lugares lindos e super diferentes. Comi como uma rainha. Vi muita cor (apesar do clima limenho) e me diverti bastante. Embora também tenha passado por alguns momentos muito tristes aqui, no final das contas saio apenas com as boas lembranças e com os presentes que ganhei da vida.

Assim, fui feliz aqui e por isso é normal a tristeza da despedida.

Agora é vida nova. Desafios novos, casa nova, país novo, começar tudo de novo. Com tanta novidade, não pode ser ruim! Será maravilhoso! Disso tenho certeza absoluta. Hoje, nada me preocupa. Só tenho a agradecer e continuar sendo feliz!

Gracias Lima! Adiós!

London, here we go!

Beijos,
Tila.

PS: provavelmente vou fazer um novo blog, com nome novo, aproveitando o ritmo e clima de mudanças. Aviso assim que ele estiver "de pé"!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Promessas de Ano Novo

É curioso como no começo de ano todo mundo sai prometendo um monte de coisas... Tenho a impressão que uma das "campeãs de audiência", especialmente no dia de hoje (02/01), é a promessa de começar uma dieta séria!

Hoje não é segunda-feira, mas dada a comilança desenfreada do fim de ano, a promessa da dieta me parece imbatível! (a esse respeito, outro dia li uma entrevista interessante em que o entrevistado criticava essa comilança desenfreada no fim do ano - em especial, no Natal - pois ela retrata uma situação exatamente oposta àquela que se comemora nessa data: o nascimento de Jesus - e a lição de simplicidade e, até mesmo, pobreza material, que este nascimento representa... achei interessante o paralelo).

Além dessa promessa, imagino que a galera prometa uma série de coisas bonitas: ser mais paciente, ser mais compreensivo, ouvir mais, ajudar mais aos outros, se dedicar mais à família ou aos amigos... Tem as promessas que são, de certo modo, mais "práticas": guardar mais dinheiro, consumir menos, trabalhar mais, trabalhar menos, preservar o meio ambiente, fazer exercício, voltar a estudar, parar de beber, parar de fumar... 

Tem também a promessa repetida: todo ano a pessoa promete a mesma coisa... porque não conseguiu cumprir no ano que passou! Tem a promessa impossível: a pessoa sabe que não vai cumprir, mas como é ano novo, a esperança é a última que morre, enfim... se não for naquela empolgação do ano novo, quando será? Tem a promessa pegadinha: você promete e no meio do caminho resolve "dar uma volta" na promessa, ou cumprir uma versão "reduzida"...

Enfim, tem promessa de tudo quanto é gênero... Mas o que eu acho mais importante é lembrar da promessa que você fez no começo do ano (às vezes são tantas e não conseguimos lembrar nem de uma, não é?), e constatar se, realmente, você se esforçou para cumpri-la. Não pelos outros... mas pra você não perder a credibilidade consigo mesmo. Afinal, essas promessas nós fazemos para ninguém menos que nós mesmos, não é? Ninguém promete, pra outra pessoa... As resoluções de ano novo são, geralmente, uma conversa íntima. De mim, pra mim mesmo... Além disso, são, normalmente, grandes mudanças... e essas a gente só faz por nós mesmos.

Eu mesma já fiz algumas promessas em começo de ano. Por isso, vou abusar da boa vontade de vocês e deixar uma dica: escolha uma. Apenas uma promessa. Algo que você realmente acredite que pode tentar. Porque aí, fica muito mais fácil de conseguir. E assim, você conseguirá manter a crença de que promessas de ano novo podem funcionar... que não são apenas algo do imaginário coletivo... que não levam a lugar nenhum (a não ser, às vezes, ao arrependimento...). 

Escolhendo só uma você concentra suas forças... você não esquece do que prometeu... você realmente tem condições de tentar e, ainda melhor, de conseguir!

Eu já fiz a minha. Boa sorte com a sua! ;)


Beijos!
Tila.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Ah, o tempo...



Ano terminando, correria total, e eu aqui relendo minhas antigas mensagens de fim de ano... faço isso não só para não repetir o que eu já disse (risos!), mas especialmente para ver como eu me sentia naqueles dias... quais eram minhas conclusões... minhas expectativas e esperanças para o ano novo que vinha chegando...

Li a mensagem do final do ano passado e vi que me sentia cansada, talvez até abatida com a quantidade de pedras que tive de escalar, quebrar, transpassar... Mas com a certeza de que, pelo menos, enfrentaria os problemas com forças que só passei a ter justamente por ter passado por tantos obstáculos. E com a esperança de que 2013 seria melhor. Muito melhor.
E os problemas vieram... e alguns permaneceram, outros se resolveram... E a força veio e em alguns momentos se escondeu, mas de um modo geral acho que tenho conseguido enfrentar (bem) as tormentas que chegam, ficam, passam... E outro dia eu vi uma mensagem (vou colar lá embaixo) que achei que tinha a ver com aquilo que tem sido assunto recorrente para mim: o tempo.

O que tem me preocupado nos últimos anos, por mais paradoxal que possa parecer, é o tempo. 

Paradoxal porque quando me mudei de SP para Brasília percebi que o tempo é o que de mais valioso nos faltava em SP. A correria, a necessidade de marcar tudo - até um simples cineminha - com uma mega antecedência, senão as amigas não têm "agenda", senão você não consegue comprar o ingresso, senão você não pega lugar na fila e não acha vaga no estacionamento (isso porque, é óbvio, você tem de sair de casa/escritório com uma hora de antecedência à hora que você tem de chegar na fila!!! oi?!)...

Portanto, sair de SP e ir morar em uma cidade em que você pode marcar um cineminha com meia hora de antecedência, foi uma bênção. Naquela época tive certeza que uma das coisas mais valiosas que eu estava ganhando com minha mudança era, justamente, o tempo! Tempo para fazer coisas que eu já não conseguia mais fazer morando numa cidade como SP. E, desde então, aconselho todos a mudarem de vida para que o tempo passe a ser não apenas um artigo de luxo... caro... raro... mas algo que, com sua presença, transforme seu dia a dia.

Aí vem o paradoxo: mesmo morando em Lima - que embora seja uma cidade grande, também me permite ter tempo para aproveitar uma série de coisas, que eu não aproveitaria em SP - eu começo a sentir falta do tempo... 

Não estou falando do tempo do dia a dia... Mas do tempo que corre, embora as coisas à minha volta pareçam não sair do lugar... E aquilo que eu venho buscando não chega... E várias vezes no decorrer desse ano eu me senti igualmente, ou cada vez mais, presa no mesmo lugar... e o tempo correndo, escorrendo...

Já tive conversas interessantes sobre a falta de tempo na minha vida, e a tristeza que eu sinto por não poder (e jamais vir a poder) ter tempo suficiente, por exemplo, para ler todos os livros que eu gostaria... Coisa de doida, né?

E é de enlouquecer mesmo, se eu começar a pensar em todos os lugares que gostaria de conhecer, de todos os filmes que eu gostaria de assistir, de tudo que eu gostaria de fazer... e não terei, é óbvio (!), tempo para tudo isso...

Aí as coisas pioram quando a gente quer algo agora... ou, ontem. E o tempo passa... e continua passando... e você simplesmente não consegue. Não anda. 

É possível que você esteja lendo isso aqui e pensando: "nêga mais louca... onde já se viu ter tanta ansiedade por coisas desse tipo!". Mas, também é possível que você esteja entendendo exatamente o que eu estou dizendo... rs... 

Fato é que, de toda essa angústia, consegui enxergar o seguinte: em vez de nos preocuparmos apenas com que queremos, gostaríamos e buscamos, temos de parar um momento para entender o que a busca tem nos ensinado.

No meu caso, me ensina a ser forte. Me ensina que eu não tenho o domínio de tudo na minha vida - e essa, certamente, é a lição mais difícil que eu tenho tido de compreender... 

Mais até do que a paciência que eu preciso ter, desenvolver, adquirir. 

A pior notícia que eu recebo é: "sinto muito, mas não tem nada mais que você possa fazer..." - ainda que essa noticia venha depois da constatação de que eu estou fazendo tudo que posso! 

Impotência. Frustração. O desafio é transformar isso tudo em força... em paciência... em sabedoria. Talvez seja isso que o tempo tenha a nos ensinar. Por isso continuo caminhando. Tentando. Crescendo.

E assim, eu desejo que o Natal seja cheio de harmonia e amor, e que o Ano Novo seja cheio de alegrias! Mas que nesse final de ano tenhamos também um momento de pausa, reflexão. De aprendizado, ao avaliarmos o que passou (e o que passamos) nesse ano... E que 2014 traga novos aprendizados, novos caminhos e, se eu puder abusar dos desejos (e não tem momento melhor que esse!), que seja um ano de conquistas. Para mim e para todos nós!

Beijos e Ho Ho Ho!
Tila.  

PS: a frase!!

"Um dia você entende que o tempo não é inimigo, E que ele é o nosso maior mestre. Que tudo vem na hora que deve vir. Que não adianta espernear nem se esconder da vida. Que a fuga não é a melhor saída. E que no fim das contas a gente sempre acaba agradecendo tudo que passou. Porque o tempo (ah, o tempo!) está sempre ao nosso lado para nos mostrar o que realmente vale a pena."
(Clarissa Corrêa)


PS 2: Não é o máximo?! ;)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Chega logo 2013!!



Pois é, mais um ano chegando ao fim... hora daquele balanço de fim de ano, e de desejar que o ano que vem seja melhor (ou, para alguns, tão bom quanto o ano que passou)! Clichê? Piegas? Pode ser, mas eu acho muito bom fazer um balanço do que a gente viveu, aprendeu, inclusive para reforçar nossas esperanças e expectativas para o ano seguinte! E pra quem curte o fim do ano como eu curto, esse "ritual" faz parte... assim como as rabanadas!! :)

Nesse ano quase não consigo escrever minha mensagem de fim de ano, na qual eu também desejo "Feliz Natal", antes do bom Velhinho chegar! Correria... vida atribulada - e nem é só por conta do trabalho, ou da correria de fim de ano... O ano foi pesado... às vezes arrastado... e eu fui ficando cansada... A vantagem de estar acabando, é que quando inventaram de repartir o tempo em pedacinhos, e começou essa história de "Ano Novo", veio também a possibilidade de renovação das esperanças, dos objetivos, e da vontade de melhorar!

Claro que a gente não deve se limitar a ter novas esperanças só no Ano Novo... Aliás, durante 2012 as minhas esperanças precisaram ser renovadas muitas e muitas vezes... E eu acho até que consegui um bom resultado. As pedras no meio do caminho continuaram aparecendo, às vezes num tamanho maior do que eu imaginava que elas apareceriam... Mas vieram, e o importante é que eu consegui passar por elas. A cada uma, depois de uma certa luta, novas esperanças apareciam, até para que a jornada se tornasse mais tranquila, e a vontade de chegar nos objetivos fosse cada vez mais forte!

No fim das contas acabei fazendo vários balanços no meio do caminho... e esse aqui poderia até parecer meio sem razão de ser, meio sem relevância, diante de tantos outros que foram feitos ao longo de 2012. Mas, na verdade, acho que o balanço do final do ano, nesse ano - ao menos para mim - significa que eu consegui passar por tanta coisa, superar tanta coisa, que, no mínimo, me tornei alguém mais forte. 

E essa força, na verdade, é que me faz acreditar que 2013 será um ano melhor. Senão pela diminuição dos tropeços, pedregulhos e desvios, ao menos porque, quando vierem, eu já não sou mais a mesma. Estou mais forte!

De qualquer forma, como a gente sempre pede (ou torce) para alguma coisa boa vir no ano novo, o que eu quero para 2013 é: saúde e paciência. Só isso. Ou tudo isso. Mas, sinceramente, depois do que foi 2012, eu mereço!! Rs...

E assim, estes são também os meus votos para todos, em 2013! Saúde e paciência para todos nós! E que, com isso, o Ano Novo seja melhor, e nos traga mais sorrisos, alegrias e muita felicidade!

Um Natal cheio de amor, cercado das pessoas que amamos, e um Ano Novo melhor! Para todos!

Beijos,
Tila.

domingo, 24 de junho de 2012

Irmão do meu Coração




O post de hoje eu escrevo em homenagem ao meu irmão.

Ter um irmão é um dos maiores presentes que nossos pais podem nos dar. Na verdade, acho que é o maior, mesmo! 

Irmão é aquele que vai ser seu companheiro a vida toda! Pai e mãe, infelizmente, em algum momento da caminhada nos acompanham só na alma... namorado, companheiro ou marido a gente pode perder... amigos podem ir e vir... um monte de gente vai passar pela nossa vida... mas o irmão vai ficar conosco desde o início até o fim!

O irmão é quem vai te ajudar a ser quem você é. Explico: pai e mãe te educam, mas é com o irmão que você vai se preparar, de verdade, para a vida. É uma aprendizado, digamos, “empírico”! 

É com ele que você entende que não pode ser egoísta, pois é com ele que você divide a atenção dos seus pais e os seus brinquedos. Com ele você aprende, também, que nem tudo que você quer na vida vem na hora que você quer, ou do jeito que você quer, porque você precisa esperar a vez do outro, respeitando o tempo do outro, para que aí chegue a sua vez.

Com ele entende o que é ter ciúmes. E aprende que não é um sentimento legal, que não vale a pena guardá-lo com você, afinal, quem te ama de verdade, vai te amar mesmo se  amar outras pessoas também. 

Com ele você aprende que quase tudo tem conserto. A gente só precisa se esforçar.

Com ele você entende o que é perdão, porque mesmo quando você briga com ele, depois de dez minutos, vocês já estão "de bem”. Você aprende a desculpar e, melhor, aprende a pedir desculpas.

Com ele você aprende o que é cumplicidade, pois vocês precisarão, muitas vezes, ajudar um e outro na hora dos mais diversos apuros - desde pequeno quando vocês aprontam juntos, até mais tarde, quando precisam se ajudar com todos os problemas que vão surgindo nas outras etapas da vida. 

E quantas vezes só com um olhar, sem precisar dizer nada, vocês já entendem tudo?

Com ele você aprende o que é franqueza, porque pra ele você fala tudo, sem precisar ficar com medo de tomar bronca, ou de ser criticado. O que ele te diz não é crítica, é conselho de quem te conhece como ninguém, às vezes até melhor do que você mesmo, pois ele te conhece desde que você sequer sonhava em ter problemas como esses.

Com ele você aprende que as memórias são preciosas, pois você se diverte lembrando das brincadeiras, das risadas, dos perrengues, dos micos, e de tudo de bom (e de não tão bom) que vocês viveram juntos, desde o começo!

Com ele você aprende o que é saudade, porque a pontada no peito é a mesma desde quando você entra no colégio, e sentia falta de passar o dia todo brincando junto, até quando você é mais velho e liga só pra dar um “oi”, e saber como andam as coisas.

Com o irmão você aprende o que é amor. Daqueles que têm até um nome próprio: Amor Fraternal. Daqueles que não acabam nunca!










Jonino, obrigada por ser o melhor irmão do mundo! :)

E parabéns, por ser a pessoa sensacional que você é, por ter o sorriso mais grandão e iluminado que eu já vi, por ser tão alegre e companheiro! Ah... e parabéns, também, pelos 32 aninhos de vida! ;)

Amo você bródi!

Beijos,
Tila.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Merecida Homenagem

Eu sei, seu sei... estou devendo um montão de posts... estou atrasadíssima nas atualizações... sumi por um longo e (não tão) tenebroso inverno... mea culpa... minha e só minha!

Prometo que vou atualizar o Blog e trazer um monte de fotinhos, novidades e histórias interessantes... mas hoje eu queria escrever algo para homenagear uma pessoa que é muito, muito especial!

Alguém que desde sempre faz parte da minha vida, pois cuidou de mim quando eu tinha alguns dias de vida (ajudando a mamãe, claro!), cuidou de mim quando minha melissinha apertava meu pé e eu choramingava pedindo colo... quando minha mãe me fazia andar e andar e andar... e ela andando junto! 

Mais tarde começou a cuidar de mim à distância - sempre ela, nos fazendo sentir uma saudade incrível de quem a gente ama!

E cuidava de mim nas férias! Me levava para a praia (eu e a "galera") e ficava sempre de olho no protetor, no chapéu, na barraca - porque ela era a única "branquinha" da família e, portanto, a encarregada de conscientizar todo mundo! 

Me ensinou a prestar atenção na direção, quando passava as férias na minha casa e me levava pra a aula de piano ("Cuidado, a lombada!" / "Onde???" / "Aqui!!!" / Tum!)....

Me levava para dançar, no Fortal, no Pirata, e até num forró no fim do mundo! Que depois virou paraíso do mundo: em Jericoacoara, quando ainda não tinha energia elétrica (lá nos idos de 1994) e o forró era na base do gerador - por isso, só até meia noite - e das fitas cassetes que eram trocadas de 45 em 45 minutos!

Acho que foi com ela que eu aprendi a rir alto! Porque a risada dela é sempre contagiante! E rir alto é muuuuito mais gostoso! 

Apesar de ser tia, ela é também meio-irmã... porque é a filha mais velha da minha mãe... porque é também a filha mais nova da minha avó...

E era ela quem sempre tinha (tem) as palavras mais serenas... no melhor estilo: te entendo, mas me ouve... até hoje. 

E essa pessoa incrível, há alguns anos, precisou enfrentar uma batalha. Uma batalha que assusta meio mundo... Uma batalha em que é preciso lutar com artilharia pesada. Pra começar cirurgia e quimioterapia - e, é claro, todo o pacote que vem junto... E pra isso, um monte de gente se juntou, pra lutar junto... para tentar levar pra ela um pouco de serenidade, tranquilidade, apoio, e tudo o mais que a gente podia carregar, já que não dava pra levar saúde...

E a batalha foi longa... sofrida... cansativa... mas ela lutou bastante - porque, na verdade, ela é uma lutadora! E hoje, finalmente, veio a notícia que há anos todos nós esperávamos: tá tudo bem! Agora, tá tudo ótimo!!

Ufa! Acabou! Agora é comemorar e agradecer pelo renascimento! De uma nova pessoa - porque ninguém passa por isso sem mudar... porque a vida começa a ter outro significado... porque a gente aprende a ver tudo por outra perspectiva... porque as coisas, praticamente todas as coisas, passam a ter outro significado... 

E ela agradeceu a todo mundo que, de um modo ou de outro, estavam ali com ela.. ajudando, batalhando, vencendo!

Nana, Parabéns! Você venceu! E isso significa que todos nós, que te amamos, ganhamos também! Obrigada, à você!  Te amo! :)










Beijos,
Tila.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Pequenas Coisas

No último post eu estava falando sobre as coisas simples da nossa vida que, por conta da correria do dia a dia, nós esquecemos de aproveitar... 

Por acaso hoje eu estava dando uma atualizada na leitura dos blogs e sites que eu gosto de acompanhar e me deparei com um que trata justamente disso! E de um jeito super bem humorado! Resolvi aproveitar que o assunto daqui do Blog era esse pra compartilhar o link com vocês.

O site é super bacana e se chama "little things" (pequenas coisas)... ele traz, todos os dias, um exemplo de pequenas coisas que acontecem com a gente e que nos deixam felizes! Como diz o próprio site, ele traz uma lista de pequenas coisas que nós devemos dar valor. Vale a pena dar uma olhadinha!

A pequena coisa de hoje é: pegar aquele chocolate que você quer, dentro de uma caixa de chocolates variados. Diz aí se isso não é mesmo uma delícia?!



E a frase pra mim está com o timming perfeito! Explico. Aqui em casa, essa semana, abrimos uma caixa de bombons  da Garoto. Eu adoro chocolate... sou viciada... de um tanto que um bombonzinho pode sim mudar meu humor! Mudar meu dia!! De fato, o chocolate da Garoto nem é o que eu mais gosto. Mas a caixa de bombons deles é a minha preferida! Adooooro os recheios! Por isso, na minha última ida ao Brasil eu trouxe logo duas caixas! A propósito, aqui no Peru não tem muita variedade de bombons.. infelizmente... daí eu resolvi importar a boa e velha caixa de bombons Garoto dessa vez! :)

Nessa última semana, com o friozinho que tá fazendo aqui... devo confessar que peguei o bombom que eu queria, de dentro da minha bombonière, vááárias vezes!! :)

Beijos!
Tila.

PS: a pequena coisa de ontem, por sorte, também aconteceu comigo nessa minha vinda do Brasil... não é que quando eu cheguei na esteira minha bagagem já tava rodando ali?! Assim pude encontrar mais rápido o marido e me pendurar no pescoço dele pra matar a saudade!


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Eu vejo flores em você!

Apesar de ter nascido em apartamento vivi 20 anos da minha vida em casa. Muito bom viver em casa! A gente tem jardim e tem espaço pra brincar - no meu caso eu morava num bairro que dava pra brincar na rua, andar de bicicleta, e inventar mil atividades ao ar livre, o que foi uma delícia! Saudades das minhas brincadeiras na rua!

Minha casa sempre foi muito florida, pois minha mãe sempre fez muita questão de colocar o dedo verde dela pra trabalhar. Tanto que meu irmão sempre tirava uma com a cara dela, dizendo que o sonho dela era cercar um pedaço da mata atlântica com bicos de papagaio (uma planta vermelhona, bonita, que - pra quem não conhece - de vez em quando usam na decoração natalina....).

Enfim... sempre gostei das florzinhas, até por influência da minha mãe, claro! Tinha meu vasinho de (uma) flor em cima da minha mesa no escritório, e sempre pegava uma margarida do nosso jardim e levava para enfeitar minha mesa de trabalho, e transformar aquele ambiente tão formal em algo um pouco mais doce. Para ilustrar, aqui estão umas fotinhos que eu recuperei nos meus arquivos, das margaridas lá de casa! Nas fotos a Lulu está cuidando delas e se divertindo com a minha mãe:



E aí eu me mudei, fui morar em Brasília, em um apartamento e perdi meu jardim colorido. Verdade seja dita, o apê ficava numa quadra linda, e bem na frente do janelão que tínhamos na sala estava uma árvore enorme, maravilhosa e cheia de passarinhos! Todas as janelas do apartamento davam pra frente do prédio, ou seja, de onde eu estivesse podia apreciar as árvores e as flores que também coloriam nossa quadra! E nós acordávamos com passarinhos cantando, e até um pica-pau que fazia um barulhinho engraçado, todo dia de manhã!

Mesmo morando em apartamento resolvi que minha casa ia ter sempre flores coloridas! Eu acho que tudo fica mais bonito com cores - a ponto do marido às vezes torcer um pouco o nariz pra colcha azul royal que eu quero colocar em cima da cama, e ter de segurar um pouco meu ímpeto em matéria de decoração! Mas enfim... acho cor super legal e as flores, além da beleza que trazem para nossa casa, também dão mais vida!

Em Brasília além das flores que eu espalhava pela casa fiz um jardim de orquídeas, que eu mantinha em um parapeito grande na tal da janelona da sala! Tinha orquídeas de vários tipos e cada vez que uma delas floria era uma alegria! O Fred completou meu jardim particular com um Bonsai lindo que ele me deu no meu primeiro aniversário no Planalto Central! 

Mas quando fomos removidos de Brasília, seria impossível carregar minhas plantinhas - dois meses num container seria inviável... As orquídeas eu doei para minhas amigas quando vim pra cá, e hoje elas devem estar enfeitando as casotas delas - a Isabelle até me manda emails dizendo quais estão florindo! E o Bonsai eu levei pra São Paulo, para que a minha mãe continue cuidando dele pra mim! Aqui uma fotinho que apesar de bem escura, mostra minhas orquídeas coloridas e a árvore que ficava bem na frente da nossa janela! E outra do meu Bonsai, ainda em Brasília:





E aqui em Lima, apesar de não ter jardim e morar em apartamento, na frente do prédio fica a orla, que é cheia de jardins bonitos e bem cuidados! Descobri que certas flores resistem à maresia, ao vento e à umidade inclemente que temos por aqui, e já enchi minha varanda de vasos - gerânios coloridos, uma folhagem grande que dá umas flores brancas bem bonitas, e umas margaridinhas com miolo roxinho!

E como meu marido sabe que eu adooooro chegar numa casa colorida, dessa vez, quando voltei de São Paulo, encontrei minha casa tooooda florida! Linda! E mais lindo ainda é ele, não é?! Adorei a surpresa!



E aí? Se anima e coloca um vasinho aí na sua sala! ;)

Beijos,
Tila.

domingo, 8 de maio de 2011

Colinho de mãe

Hoje é Dia das Mães e por isso resolvi escrever um post sobre a minha! Infelizmente não pude estar em casa com ela, nem dar um abraço apertado, nem passar a manhã inteira na cozinha preparando junto com ela um almoço gostoso pra comemorar o dia de hoje...

Mas tudo bem, porque apesar da distância física, ela tá bem pertinho de mim, o tempo todo! Claro que sinto saudades, mas não adianta ficar chorando nem lamentando a distância! Pelo menos eu passei um mês aproveitando o colinho da minha mãe, comemorando antecipadamente o fato de ter a melhor mãe do mundo!

Hoje fui atrás de algumas fotos que a gente tirou enquanto ela esteve aqui me visitando, para colocar no meu post "homenagem-à-melhor-mãe-do-mundo"!

Minha mãe esteve aqui quando estávamos nos mudando. Ela chegou na véspera da mudança e me ajudou demais!!! Ficou aqui uns 10 dias, e se não fosse ela eu não teria arrumado minha casa até hoje! Risos... É invejável o pique da pessoa! Ela acordava com a corda toda, como se tivesse dormido ligada no carregador de bateria... a 220 volts... Impressionante! Teve um dia que acordei e ela já tinha lavado todo o chão da cozinha porque queria testar o produto de limpeza, pra ver se o chão ficava mesmo limpinho, e se secava rápido... porque senão a gente ia ter de arrumar outro jeito de limpar, etc...etc...etc... Eu bocejando, sem nem saber meu nome, e ela já nesse pique, depois de ter lavado a cozinha!

No dia da mudança estávamos todos exaustos, mas fui convocada para um evento (sem possibilidade de dizer não).. Minha mãe aproveitou que eu não estava em casa e arrumou meu quarto! Todinho!! Limpou tudo, deixou o quarto com cheirinho de lavanda, arrumou a cama, as mesas de cabeceira, e meus oitocentos travesseiros em cima da cama!! Afinal, segundo ela, a gente ia voltar tarde e a cama tinha de estar feita pra gente poder descansar... Diz aí... não é a melhor mãe do mundo?! 

Bom, claro que eu não deixei minha mãe no tronco o tempo todo que ela tava aqui... não sou uma filha tão malvada assim... Sempre que a gente conseguia tomar um fôlego, saíamos pra passear.

No primeiro dia que ela chegou, antes do nosso container parar aqui na frente de casa a gente saiu pra dar um passeio pelo malecón, até o Larcomar (aquele shopping aqui perto de casa, que fica incrustrado na falésia), passando pelo Parque do Amor. As fotos são essas aqui:

Claro que não podiam faltar as florzinhas coloridas...

O Parque do Amor, inspirado em Gaudí


No Larcomar
Também não podia deixar de levá-la para conhecer alguns dos restaurantes que já conhecíamos... Levamos ela no Pescados Capitales, onde ela pôde exercitar seu pecado preferido (claro, o da Gula), e na Trattoria di Manbrino, porque não podia deixar de levá-la para comer comida italiana que ela adora (e desde a primeira vez que fui nessa trattoria me lembrei muito dela!).

O Pecado da Gula, que é a cara dela!

O pecado da gula, cometido por nós na Trattoria, sem o menor remorso!


Também aproveitamos o verão limenho para nos deliciarmos com o espetáculo do pôr do sol! Afinal, acho que meu fascínio pelo pôr do sol vem da minha mãe... assim como meu gosto pelas plantinhas... pelos filmes... e por um montão de coisas! Rs... incrível como a gente fica mesmo parecida com a mãe, não é?!

Esse foi em frente ao nosso prédio, num dia que corremos para chegarmos antes dele sumir no horizonte...
Esse foi outro, da nossa varanda...

E teve um dia que a gente foi até Barranco pra ver o sol se pôr de um ângulo um pouquinho diferente, e sentada na beira da falésia (acreditem... consegui fazer minha mãe chegar perto da falésia... com muito esforço, claro! Mas valeu a pena!)



De novo as florzinhas! ;)

Mamãe aprendendo a tirar foto "pra trás"...rs






A mudança de cor do céu depois que o sol já foi deitar

Não vejo a hora de receber uma nova visita da minha mãe... quando o joelho dela deixar...rs... Tô com muita saudade! Quem é filho(a) entende..  E quem mora longe entende melhor ainda como é difícil essa saudade que dá... não só nesses dias "especiais" - que a gente acaba transferindo de data, para poder comemorar nos dias em que podemos estar juntos -, mas que dá uma dorzinha lá no fundo... sempre que a gente lembra de um momento especial, vê um filme, escuta uma música, ou lembra de uma história engraçada... (com minha mãe não faltam histórias engraçadas! risos...)...

Para todas as mamães um ótimo Dia das Mães, com muitos abraços apertados e lembranças gostosas! 

Mãe, amo você! 

Beijos,
Tila.