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sexta-feira, 6 de junho de 2014

La Mar Cebicheria

Estou me despedindo de Lima e me dei conta que ainda não tinha feito um post sobre o La Mar! (na realidade eu percebi que não fiz post de uma série de coisas que vi por aqui... errei.. eu sei...)

Mas o La Mar é um restaurante que eu adoro! E como ele tem uma filial em São Paulo, que na minha opinião não faz justiça à casa original (quando fui em São Paulo achei a comida super apimentada - não sei de onde tiram a ideia de que comida peruana tem de ser apimentada... aqui não é o México! Rs... - e os preços impraticáveis...), achei bacana escrever um post para incentivar as pessoas a conhecerem!

O La Mar fica na Av. La Mar, 770, aqui em Miraflores. Primeira dica importante: eles não fazem reserva. E o restaurante fica lotado (eu sempre fui aos finais de semana... mas parece que durante a semana também lota!). Sendo assim, ou você pula o café da manhã e chega para almoçar até umas 12:30hs... ou se prepara para encarar uma espera grande... Se você for guerreiro e aguentar almoçar mais tarde, por volta das 15:30hs talvez e não tenha mais espera (da última vez que fomos chegamos por volta desse horário).

O ambiente é super agradável, em cores lindas que remetem - claro - ao mar! Parece que você está em um restaurante na beira da praia (embora ele não fique ali, exatamente...).



Há pouco tempo eles modificaram o cardápio, deixando-o um pouco mais simples. Para ser sincera eu achei melhor. Antes eram tantas opções que a pessoa levava meia hora só para conseguir ler o cardápio inteiro! Sem contar que para os indecisos era um tormento!! Rs...

Para começar eles te trazem a canchita (aquele milho de pipoca, quaaase estourado, frito na manteiga) - que tem em tudo quanto é restaurante daqui - e um couvert que mistura batatas, banana e batata doce em lascas, fritinhas... Crocantes, deliciosas! Com 3 tipos de salsas. Cuidado que uma delas "pica" bastante... mas o garçom vai te explicar direitinho. Acho esse couvert uma delícia!!




Do cardápio eu adoooro as entradas! Várias vezes almocei entradas... Tudo ali é muito bem servido. Os pratos são bastante "contundentes", como se diz aqui. Na primeira vez que fomos nos encantamos com as entradas, pedimos uma "para compartir", e depois um prato cada um (estávamos eu e marido). Claro que sobrou muita comida (levamos para casa e o almoço do dia seguinte ficou garantido)... Sendo assim, o que eu recomendo é: almoce entradas (se elas te apetecerem como me apetecem), ou divida as entradas e os pratos principais (singular ou plural, a depender da quantidade de pessoas sentadas à mesa). Se tiver mais companhia - 4 ou 5 pessoas - dá para provar entradas e pratos tranquilamente. 

Nesse dia eu comi as lulas (entrada) e o marido comeu um ravioli de carangueijo... Só de lembrar me dá água na boca!!




As sobremesas não são sensacionais, mas tem coisas bem gostosas. Nada muito inventivo. O que vale mesmo a pena é se fartar nos frutos do mar!



A carta de biritinhas é bem variada e além dos clássicos há bebidas bem gostosas!! Eles costumam anotar algumas numa lousa que fica em cima do bar.



O La Mar é restaurante do festejado Gastón Acurio, o que significa que os preços são um pouco mais elevados do que a média dos restaurantes em Lima (os preços estão no site). Nada que se compare, contudo, aos preços dos restaurantes em São Paulo. Almoçamos super bem, dividimos sobremesa, pedimos uma bebidinha e café, e não deixamos mais de R$ 120,00 pelo casal... Portanto, não deixe de incluir na sua listinha quando vier a Lima (mesmo que já conheça o de São Paulo!).

Beijos!
Tila.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Para tomar uns tragos, com inspiração Thai

No último sábado fomos conhecer um barzinho super bacana que abriu aqui perto de casa, e que eu tava morrendo de vontade de conhecer! Chama-se Sukha - Asian Cuisine e Louge, tem inspiração thailandesa e além de bar (no andar superior) tem também um restaurantes - que, é claro, já está na lista do TO DO aqui em Lima! Fica na Calle 2 de Maio, 694, aqui em Miraflores.

Adorei a baladinha! O pé direito é mais que duplo, tem um Budha gigante e super bonito - aliás, quando o lugar estava em construção, fui a uma cafeteria quase em frente e os manobristas estavam comentando que ali provavelmente seria um restaurante chinês (aqui tem muitos!), porque tinha acabado de entrar uma estátua enorme de um chinês! Rs... 

O ambiente é super bacana, muito bem decorado, com mesinhas para quatro pessoas e sofás para mais convidados. Além disso, em volta do bar (são dois bares), há umas (poucas) banquetas que quebram um galho. No mezanino fica o DJ da casa e mais alguns sofás com mesinhas.

Se você não fizer reserva, melhor chegar por volta das 21hs, seja para tentar conseguir uma mesinha, seja para ocupar o bar - pois as banquetas são poucas. Nós chegamos por volta das 22hs, e conseguimos pegar uma mesa de quatro lugares, mas isso porque agora é verão e metade da população da cidade não está aqui (vai todo mundo pra praia no verão!). Logo, para garantir lugar é melhor chegar cedo!

Outra coisa super legal é que o teto é retrátil!! Como não chove em Lima, e já que estamos no verão, ficou aberto a noite toda! Achei demais!

Para ocupar as mesas se exige uma consumação mínima, que eu achei bem honesta: nós ficamos em uma mesa para quatro pessoas, e o consumo mínimo era de S./ 80,00 por pessoa (algo por volta de R$ 65,00). Justo não? Deu para cada um tomar mais ou menos três bebidas e pedimos duas porções para compartir.

As bebidas são bem bacanas! Além das tradicionais (Pisco Sour, Chilcano, Cosmopolitan, Mojito, etc...), há também drinks mais elaborados, bastante frutas e criatividade - tinha uma birita com Jack Daniels e soda (com mais alguma coisa que não me lembro...rs...) que eu achei uma delícia! Muito saquê e até um drink com vodka negra! Nunca tinha visto... achei bem legal!

Os petiscos têm, claro, inspiração thai e são bem gostosos! Não há uma variedade enorme (umas oito opções apenas, além de alguns makis), mas é só pra matar a vontade - ou, para dar vontade de voltar e conhecer o restaurante! Risos...

A música é bacana, também, misturando chill out com pop/rock e músicas mais antigas (leia-se,anos 90, e eu me sentindo uma velha!! Rs...). Talvez um pouco alta demais para quem queria bater papo - mas isso pode ser minha velhice falando...

Eu não tirei fotos (até porque o ambiente é todo escurinho, não achei que ficariam boas), mas no Foursqare tem algumas, caso alguém tenha curiosidade. 

Para quem vem a Lima, vale super a pena conhecer! Voltarei sem a menor dúvida!

Beijos,
Tila.

PS: agora que eu comecei a escrever o post é que eu vi que não tinha escrito sobre nenhuma baladinha aqui em Lima! Que pecado! Não que eu seja muito baladeira, ou conheça muitos lugares... Mas nunca ter escrito nada, aí já é demais! 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Para degustar

Bom... já que estamos na capital gastronômica da América Latina, vou falar de mais alguns restaurantes que conheci nos últimos meses!

O primeiro deles é o La Décima, que fica aqui pertinho, em San Isidro (Av. Emilio Cavenecia, 190). O lugar é lindo. Super descolado, decoração caprichada e um bar super bonito! A culinária é sofisticada e variada, e por isso, talvez, o preço é salgado (para os padrões limenhos, claro... se for comparar com São Paulo o preço tá ótimo!). A relação custo benefício é boa - você paga um pouco mais caro do que está acostumado por aqui, mas está num lugar fora da curva, também!

Os drinks são deliciosos - tem pisco sour e chilcano de vários tipos! Vale a pena provar. Todos os pratos que foram pedidos na mesa estavam ótimos! Como a culinária é mais "moderna" há misturas interessantes de ingredientes. Open your mind! Vale a pena!!

E as sobremesas... além das sobremesas há docinhos que podem ser pedidos "a granel"... trufas variadas inclusive... Portanto, se você fizer como eu - que enfiei o pé na jaca - e não aguentar pedir uma sobremesa, peça umas trufinhas... hummm... delícia!

Eu não tirei fotinhos no dia que fui... da próxima vez eu prometo me lembrar e trago algumas pra cá!

Os outros 2 restaurantes que fomos são do famoso Gastón Acúrio. O primeiro deles foi o Papachos, que é uma hamburgueria aqui em Miraflores (Av. La Paz, 1.045). Aqui em Lima não temos muitas hamburguerias, como é costume em São Paulo, por exemplo. Portanto, achei bem legal quando eles abriram essa aqui! 

O ambiente é super agradável, bonito e o atendimento é bem atencioso. O cardápio é bem variado - você chega a ficar meio perdido com tanta opção - e inclui outros sanduíches (não apenas hambúrgueres). Há também uma boa variedade de entradinhas e acompanhamentos - batatas variadas, onion rings, essas "gordices" que a gente adora! Detalhe para a variedade de molhos e elementos bem peruanos que são usados como ingredientes das "hamburguesas"! É interessante ver a inclusão de ají, salsa huancaína, milho, e outros ingredientes bem peruanos na elaboração dos sanduíches!





Há também milk-shakes variados, e sobremesas apetitosas. No entanto, como vocês podem constatar, olhando as fotinhos acima, o hambúrguer é tão bem servido que, além de difícil de comer (tive de usar garfo e faca!), não deixa espaço para a sobremesa. Dica: se você não tem estômago de leão, e quiser comer um docinho no final, divida seu hambúrguer!

Detalhe importante: abre nas noites de domingo! Raridade aqui em Lima!

O último, mas nem por isso menos apetitoso, é o Los Bachiche. Também aqui em Miraflores, ao lado do Papachos (Av. La Paz, 1.023) - ambos ficam no mesmo prédio do Hotel Hilton.

Bachiche é o termo usado aqui no Peru para identificar o imigrante italiano. Logo, trata-se de um restaurante de comida italiana, com um toque peruano (claro, afinal, o Gastón é embaixador da culinária peruana). Você encontra as influências peruanas no cardápio, mas há também uma grande variedade de pratos tradicionais (não apenas massas, mas carnes e peixes também!). 

Os pratos, além de deliciosos são muito bem servidos e os valores são acessíveis. Inclusive, considerando o custo benefício, melhor do que outros restaurantes italianos que conhecemos por aqui (por exemplo, a Bodega de la Trattoria, que cobra mais ou menos os mesmos preços, mas os pratos são muito mal servidos, se comparados ao Los Bachiche). 




Como em todos os restaurantes do Gastón o ambiente é super agradável - tem até umas mesinhas numa "varanda" - e o serviço é muito atencioso e simpático. Mas, este aqui, ao contrário da hamburgueria, não abre nas noites de domingo... (não sei porque essa prática rola aqui em Lima... os restaurantes simplesmente não funcionam no domingo à noite... já me disseram que é porque aqui o pessoal é muito "família" e a noite de domingo é para ficar em casa! Rs... vai saber, não é?)

Taí... numa cidade em que os amigos vêm com listinha de restaurantes para conhecer, mais 3 que valem a visita! ;)

Beijos!
Tila.

PS: voltando pra dieta em 3, 2,1...

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Carnívoros em Lima

Quando viemos para Lima já sabíamos que teríamos saudades das churrascarias como temos no Brasil (marido é super carnívoro e eu mesma adooooro um churrasco!). A grande variedade da culinária peruana, no entanto, compensava tudo isso.

Mas, é claro que depois de um tempo sem o churrasco nosso de cada dia, a gente fica com saudades.

Embora não tenhamos encontrado nenhuma churrascaria no sistema de rodízio aqui em Lima, há boas casas que fazem uma carne deliciosa, e nos permite matar esses desejos primitivos!

O primeiro lugar em que fomos comer uma parrillada foi num restaurante chamado Rincon Gaucho. Ficava aqui em Miraflores, pertinho do Larcomar, mas mudou de lugar e agora está em Barranco (pertinho, também - Av. Grau, 1540). O lugar tem um jeitão gaucho, mesmo, com cortes de carne muito bons e bem servidos (vários cortes servem bem duas pessoas). Tem um chimi churri deliciosos, e o preço é razoável, também. Vale a pena a visita!

Depois fomo ao La Tranquera - adorei o nome! Rs... (tranquera aqui é porteira... de toda forma, divertido, né?). O restaurante fica ao lado da nossa agência bancária e eu tinha uma vontade doida de conhecer - toda vez que ia no banco aquele cheirinho de churrasco me dava uma fome incontrolável! Gostei muito das carnes. Muito bem servidas, com opções americanas e argentinas. Nós fomos nas carnes dos hermanos - comemos um ojo de bife delicioso! Fica aqui em Miraflores (Av. José Pardo, 285) e também tem uma boa relação custo benefício (e aí, você tem de considerar que aqui carne não é como peixe ou frango, quer dizer, vai ser um pouco mais caro, mas não estou falando caro como em SP, ok?!).

Hoje nós voltamos em um outro restaurante de carnes que conhecemos e que é o preferido do marido. Chama-se Carnal, fica aqui em Miraflores, em frente à Huaca (Calle Elias Aguirre, 698). O lugar é bem mais refinado que os outros - que realmente se parece com restaurantes gaúchos, um clima de churrascaria brasileira, mesmo... sem os espetos rodando pelo salão. O Carnal é mais sofisticado. Decoração bem bacana, de bom gosto, com uma vista legal para a Huaca. Carta de vinhos de respeito, cardápio de sobremesas de deixar qualquer um na dúvida (tem uma french toast com syroup e sorvete de canela dos deuses (fotinho abaixo)! além de um bolinho de chocolate quente com sorvete de creme, também, delicioso!!).

Os cortes são americanos e se você pedir uma entradinha para compartir (hoje pedimos um steak tartar, da outra vez que fomos pedimos um trio de mini hamburguers), um dos cortes de cerca de 500gr. é suficiente para duas pessoas - desde que não sejam dois esfomeados (vale dizer, dá para um casal dividir o corte). De toda forma, ao lado dos cortes há indicação do peso, o que facilita um pouco.  As fotos são da outra que vez que fomos (e exageramos porque foi um corte de carne para cada um).





Todos os cortes acompanham um molho ou manteiga  especial (com gostinho de alho, ou blue cheese, dentre outras) à escolha do cliente, além de um acompanhamento (batatas fritas, onion rings, batatas fritas trufadas, vegetais grelhados, etc.). Além dos cortes há saladas, sanduíches (essencialmente burguers, mas outros também), além de pratos especiais - além de cortes de carne com acompanhamento, também há peixes (menos opções, claro, mas há). O preço é o mais salgado de todos os três restaurantes de carnes que fomos (hoje, pedimos entrada, um corte de carne e sobremesa, e a conta deu cerca de S./200,00 - cerca de R$ 160,00). De todo modo, é realmente delicioso.

Pronto, agora, quando você vier à Lima, se estiver tendo crise de abstinência e doido para comer uma boa carne, aí estão minhas sugestões! ;)

Beijos!
Tila. 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Istanbul Kebab House



Há muito tempo que eu procuro um restaurante de comida árabe para ir aqui em Lima. Já tinha ouvido um ou outro comentário sobre dois restaurantes que ficam até perto de onde eu moro - ambos em Miraflores, mas a cara dos dois é tão desanimadora que eu acabei nem indo...

Eu adoooro comida árabe! Mas acabo matando a vontade quando vou pra São Paulo, não só por conta dos ótimos restaurantes que eu conheço, mas porque pertinho do escritório onde eu trabalho é farta a oferta desse tipo de culinária!

Bom... aí hoje, que é feriado aqui em Lima, eu fui dar uma busca no monte de recortes de jornais que eu tenho, com indicações de restaurantes e encontrei um que falava de um restaurante de comida turca. A chamada não era nada apetitosa: "Comida rápida oriental em Lima"... fala sério que coisa mais sem graça! Mas dizia que o restaurante era bom e que oferecia variedades de kebabs... Resolvemos experimentar!

Grata surpresa!!

O lugar se chama Istanbul Kebab House e fica bem no centro de Barranco (Av. Grau, 310, Barranco), pertinho da Praça principal do bairro. Fica numa daquelas casotas bem velhas, espalhadas pelo bairro. Mas, na porte tem uma bandeirinha da Turquia, o que faz com que você identifique o lugar com mais facilidade (pra quem vai de carro, dá pra parar ali na Praça, em frente à igreja, ou nas ruazinhas ali perto).


Lá dentro o clima é bem bacana! Embora o lugar seja bem simples, e tenha uma daquelas máquinas típicas - e feias - de kebab na porta (!), é agradável! Toca música árabe o tempo todo, as paredes são cobertas de tapetes e véus, e há umas almofadas para quem quiser sentar e fumar narguilé ou tomar um café turco.









O cardápio não é enorme, mas é bem satisfatório. Há entradas típicas muito bacanas: tradicionais humus, babaganush, falafel, beringelas e espinafres temperados e servidos com molho de yogurte, saladas, e outras "especiais" em que vêm um pouquinho de cada coisa. Foi uma dessas que nós pedimos... deliciosa!! Com falafel, humus, babaganush, yougurte temperado e charutinho de folha de uva... huuummmm... só de lembrar dá água na boca!! Olha a fotinho!



De pratos principais há cerca de 6 opções de refeições no prato, dentre elas o tradicional kebab (4 opções), a kafta, e uma massa. Também há a opção dos kebabs "enrolados" em pão pita. Eu pedi um desse, de cordeiro, e o marido pediu o enrolado de falafel (havia ainda uma terceira opção, de frango). 






Sinceramente, achei o meu sanduíche (de carneiro) com o sabor um pouco forte  acabei trocando com o marido (ele achou muito bom!). O falafel, de fato, não é o melhor que eu já comi na vida, mas comparar com os que temos em São Paulo é covardia se considerarmos o tanto de árabes que moram por lá... Tava bem gostosinho e matou minha vontade! O charutinho, por sua vez, tava incrível! O humus e o babaganush muito bons e o molhinho de yogurte tava mara!! 

No final arrematamos com uns docinhos típicos: baclawa e kadaif (o primeiro bem melhor!).


O preço, como sempre, e outro atrativo. Pagamos mais ou menos R$ 56,00 pelo almoço (dos dois!), com o marido tomando uma cervejinha e eu tomando um refrigerante. Justíssimo, né? Taí mais uma dica para quem quiser peruar por aqui! ;)

Saí feliz da vida porque, finalmente, achei uma opção para comida árabe que eu tanto gosto! Gostei tanto que até já escolhi até o pedido para a próxima vez: vou provar a kafta e a beringela! Rs...

Beijos,
Tila.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Deli France

Depois de um longo período de W.O. - estive fora de Lima por mais de um mês - voltei! É engraçado, mas quando eu não estou por aqui não tenho muita inspiração para escrever... rs... Inspiração e tempo, pois quando estou no Brasil é uma correria sem tamanho!!

Mas, enfim... agora que estou de volta, vamos às novidades!

Hoje eu resolvi escrever sobre um restaurante delicioso que tem por aqui! Eu sei que "restaurante delicioso", em Lima é quase um pleonasmo, mas essa dica é diferente: o restô é francês!

A Deli France é uma delicatessen que vende produtos com inspiração francesa. Tem diversas terrines, rillettes, queijos, quiches, pães (inclusive brioches e pain au chocolat!), bebidas, sobremesas.... Tudo delicioso!!

Agora, além da delicatessen os donos abriram um restaurante! Fica aqui em Miraflores (Av. Santa Cruz, 982 - tel. +51 221-7196), pertinho de casa, e é uma perdição!

O lugar é super bem decorado, e imediatamente você se sente em um bistrô francês! Só não é mais parecido porque aqui tem espaço! Inclusive nas mesas, que não se parecem com as mesas minúsculas dos bistrôs na França...rs... 

Mas além disso, é tudo muito lindo, decorado com cuidado, desde os móveis até a iluminação. A música é super agradável, o bar é muito bonito (decorado com caixas e caixas de vinhos e vinícolas famosas), e as fotos que decoram todas as paredes são incríveis!! Dá uma vontade doida de conhecer todos os cantinhos da França! Enfim... este é um daqueles restaurantes que a gente tem vontade de ir não apenas pelo cardápio, mas também pelo ambiente!





O cardápio é típico de bistrô/brasserie francês! Tem de tudo que você imaginar da culinária de lá... desde as saladas (de chèvre e niçoise, dentre outras), terrines e patês, passando pelos escargots, steak tartare (e de salmão, também), steak frites, magret de canard, confit de canard, até o esquisitíssimo andouillette (que eu não sei bem o que tá fazendo no cardápio, mas pelo visto, sendo um prato francês típico, eles incluíram...rs).




As sobremesas são as clássicas também - crème brullê, profiteroles, mousse au chocolat - mas eu, sinceramente, ainda não consegui chegar nelas... nas duas vezes em que fui ao restaurante, me fartei tanto nas refeições que não provei os docinhos... 

Dessa última vez que fomos - no sábado passado - o marido pediu um magret ao molho de laranja e mel (fez bonito!) e eu pedi uma salada de chèvre pequena e um steak tartar pequeno, como prato principal. Mas nós também saboreamos um delicioso patê de foie gras, e o couvert - que vem com uns pãezinhos deliciosos e irresistíveis! Então não dava mesmo para chegar na sobremesa! Rs... Antes que alguém atire a primeira pedra, a fome era negra, pois nosso almoço começou às quatro da tarde, embora nosso café da manhã tenha sido às sete da matina!! Fome de leão (mesmo!) combinada com um cardápio de dar água na boca... dá nisso mesmo: comilança!! Ah... e por esse mesmo motivo (muita fome) eu não tirei fotinho nenhuma dos pratos. Mas garanto que estavam lindos e deliciosos! Rs...

De toda forma, como as sobremesas ficaram de fora, estou pensando (seriamente) em ir lá um dia só para tomar um café e cair em tentação! Porque, sinceramente, com um cardápio daqueles vai ser difícil resistir às entradas e pratos, só para "se guardar" para as sobremesa!

Como um bom francês, eles também têm uma honesta carta de vinhos e espumantes - embora não seja super farta - e também servem em copas, o que pra mim é ótimo, considerando que meu cônjuge prefere la bière! 

O preço não o mantém entre os restaurantes mais em conta, mas ainda assim e muito mais em conta do que qualquer restaurante francês em São Paulo (e eu não estou falando do La Tambouille, tô falando desses que agora estão na moda, com inspiração em bistrôs, mesmo, e que cobram os olhos da cara! Rs...). Portanto, vale muito a pena!

Então, já sabe, quando vier à Lima (ou quiser indicar algum restô bacana pra um amigo que venha pra cá), pode indicar o Deli France (o Restaurante), sem medo de errar!

Beijos!
Tila.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Astrid & Gastón

Nunca tinha ido ao Astrid & Gastón - nem aqui no Peru (que é a matriz da casa), nem em qualquer outra parte do mundo. Já conhecia alguns dos restaurantes do Gastón (o Tanta e o Panchita aqui em Lima, o La Mar de São Paulo e o Chicha, em Arequipa), mas faltava conhecer o mais famoso deles!

Nós já tínhamos tentado jantar lá uma vez, quando um casal de amigos veio nos visitar, mas - ingênuos que somos - tentamos reservar na véspera, e a atendente disse que podíamos "tentar aparecer" depois das 22:30hs... porém, ainda assim não conseguimos um lugarzinho pra nós.

Numa outra ocasião um casal de amigos veio nos visitar (com a reserva já feita - bem mais espertos que a gente!), mas eu e Fred não pudemos comparecer porque tínhamos algum evento da embaixada, na mesma data.

Finalmente, nessa semana, fizemos nosso debut!

O restaurante fica numa casa antiga, aqui em Miraflores. Antiga mesmo. Paredes super grossas, piso (provavelmente original) de ardósias decoradas (super bonito!) e tábuas de madeira, também daquelas antigas, que faz barulho quando a gente pisa.

O bar é grande e agradável - até porque, muita gente deve ficar por ali esperando mesa! Além da casa original (que comporta o bar, o salão principal e a cozinha) eles expandiram seus salões para a casa ao lado, não tão charmosa, mas que é onde montaram a adega. As paredes são todas cobertas por garrafas de vinho, e aproveitaram para colocar por ali algumas mesas. Foi aí que ficamos. O ambiente é até mais agradável! Menos movimentado.

O menu não é tão extenso - cerca de 15 ou 20 pratos - mas o principal é o menu degustação, composto de 11 pratos. Preço: S./170,00 (cerca de R$ 102,00).

Pedimos uma sugestão ao maître, especialmente para sabermos se o menu seria demais para nós - 11 pratos, afinal, não é pra qualquer um... e não é mesmo! Ele sugeriu que reduzíssemos a quantidade de pratos. Acatamos. Nos serviriam 4 entradas e 2 pratos principais. Achei ótimo, até porque eu não queria abrir mão da sobremesa! :)

Enquanto aguardamos os prato tomamos nossas bebidinhas (todas com pisco, claro)! Eu tomei um coquetel de guanabana (uma fruta daqui bem parecida com graviola) e mandarina (tangerina), que tava uma delícia! Rolou também um pisco com maracujá, limão e manjeiricão (para nossa amiga) e um de pisco com frutas vermelhas e camu camu (outra típica daqui), pro Fred.

O couvert era composto por clássicos: manteiga, azeite de oliva e uma misturinha de azeite e temperos variados (delícia!). O toque diferente (e delicioso) ficou por conta de uma cesta de pães variados, dentre os quais você podia escolher pão de batata, de pimentão, de milho, de milho roxo (maiz morado - um tipo de milho que tem aqui), integral, de cereais, dentre outros... todos quentinhos e deliciosos!! O de batata é fantástico! E o de pimentão, embora eu não tenha provado, era liiiindo! Parecia um briochinho saído do forno!

Então vieram as entradas. Primeiro um prato com 3 tira gostos pequeninos - um amuse bouche, mesmo... só pra dar um gostinho. Uma cestinha recheada com um creme de carangueijo, camarão e um pouquinho de palta (o abacate que eles usam em várias comidas), um canudinho (também da mesma massinha finíssima com a qual fizeram as cestinhas de carangueijo) recheado com um tartar de atum delicioso, e uma causa limenha com carne moída e pimentão (esse eu não provei, porque não curto pimentão de jeito nenhum!).

A segunda entrada, que veio junto com estes tira-gostos, era um trio de ceviches. Clássico. Não poderia mesmo faltar! A respeito do ceviche, uma curiosidade. O ceviche que comi no La Mar (também do Gastón), em São Paulo, era 10 vezes mais picante do que o ceviche que estamos acostumados a comer aqui! Não sei se naquele dia o maître errou a mão na pimenta, mas, fato é, que o ceviche aqui em Lima (inclusive no restaurante do próprio Gastón) é muito menos picante do que o ceviche que comi no Brasil (em restaurante peruano! Do Gastón!).

A terceira entrada era uma causa limenha. A causa limenha  é como se fosse uma bolinha de purê de batata, bem temperadinha, que pode ser feita de diversos tipos de batatas (já que eles têm mais de 400 tipos de batata por aqui!). Além de causas de diferentes tipos de batata, elas vêm sempre com uma cobertura diferente. Essa era coberta com um creminho de camarão e um camarãozão. Até então tudo delicioso!

Vieram então as vieiras gratinadas com parmesão - quarta e última entrada. Assim como minha relação com o pimentão é conturbada, também tenho um problema com "conchas", então dei só uma provadinha... justo.

Sinceramente, a essa altura do campeonato nós já estávamos mega satisfeitos... e ainda faltavam os 2 pratos principais! Sério. Não dá pra encarar um menu de 11 pratos. Inviável! Embora tudo estivesse delicioso, e as porções fossem menores do que normalmente são... é muita comida! E eu já estava com receio de não conseguir chegar até a sobremesa... (mulher é fogo, né?! Rs...)

O primeira prato principal era um atum envolvo em uma crosta de pimenta - leve, não muito picante - que veio no ponto perfeito! Do jeito que eu gosto, pelo menos, ou seja, com o meio um pouco cru. O atum estava delicioso, mas o acompanhamento estava fantástico! Era um purê de batata doce (camote) com laranja e mel. Incrível! E olha que eu nem curto tanto mel! 
O equilíbrio perfeito com a crosta de pimenta do atum... maravilhoso!

Devo confessar que depois do atum nós fraquejamos. Pedimos para cancelar o segundo prato, se fosse possível... mas não era. Entre entradas e os prato houve um pequeno intervalo... mas  assim como as entradas foram servidas todas juntas (exceto pelas conchas, que vieram um pouco depois - justamente pelo fato de serem quentes), quando serviram o atum já estavam terminando de preparar o segundo prato, então, provamos ele também!

O segundo prato era um cabrito cozido no leite. O cozimento deve ter começado umas 12 horas antes de servir o prato, pois ele estava delicioso, literalmente se desmanchando! Muito bom!!

Depois dessa insana farra gastronômica, é claro que a gente não conseguiu pedir sobremesa. Diante de nossas caras de desconsolo (ok... da minha cara de desconsolo!) o garçom nos animou confirmando que com o café viriam uns docinhos! :) 

Dito e feito! Deliciosos! Macarrons (bons, mas já provei melhores), mini alfajores (deliciosos), gelatina de lúcuma (não provei) e trufas de chocolate (deliciosas)!

Jantar delicioso!!

Cabe, ainda, um elogio especial para o serviço que estava impecável! Os garçons, ao perceberem que falávamos português, arranhavam algumas palavras no nosso idioma para nos agradar. Além disso, na hora de servirem os pratos, o garçom que os apresentou o fez em um português quase perfeito! Achei super simpático!

E, confirmando a questão da acessibilidade às boas experiências gastronômicas, que rola aqui no Peru, este jantar (naquele que a crítica considera o melhor restaurante do País), para três pessoas, custou cerca de R$ 250,00... Sério.

Minha humilde avaliação pessoal é de que, embora seja um restaurante delicioso, com ambiente agradável e serviço impecável, não se trata do melhor restaurante de Lima. Talvez porque eu só tenha ido uma vez e ainda não tenha tido tempo de provar outras delícias... ou talvez porque realmente tenha apreciado mais outras delícias, de outros restaurantes... Mas é incontestavelmente um restaurante ótimo, que vale a visita, inclusive porque este já é uma instituição limenha.

E aí? Se animou? 

Beijos,
Tila.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A capital gastronômica da América Latina

Depois de quase um ano morando em Lima, nós finalmente fomos conhecer o Astrid & Gastón! Mas antes de fazer o posto sobre o jantar em si, vou falar um pouquinho da questão da gastronomia aqui no Peru.

Para que não está tão familiarizado com esse mundinho gastronômico (falou a entendida!), o Astrid & Gastón é o primeiro, dos muitos, restaurantes do Gastón Acurio. Ele é um chef peruano que teve a ideia de promover a gastronomia  do País (não só por aqui, mas em todo o mundo). A ideia era organizar a cena gastronômica peruana, profissionalizando e investindo na promoção desse "patrimônio cultural".

Aqui no Peru, como vocês já devem ter percebido pelos meus posts, come-se muito bem! Sério. O arroz que os caras fazem, é sempre uma delícia! E é arroz, meu! Daí pra diante todo o resto é delicioso. Sabe aquele receio que a gente tem, quando está com fome e escolhe um lugar para almoçar, sem saber ao certo se o lugar é bom, sem ter uma recomendação específica? Sem saber se a gente tá entrando numa roubada daquelas? Pois é, aqui esse receio não existe... 

Depois de viver um tempo por aqui posso garantir que ninguém precisa ficar meio apreensico na hora de entrar num restaurante que não conhece, que não foi indicado por um conhecido ou por algum guia. Tá com fome? Gostou da "cara" do lugar? Pode entrar e comer que eu garanto que você vai comer bem.

Aqui difícil é encontrar um lugar em que a comida seja ruim. Pode ser mais ou menos sofisticada, claro. E, é óbvio que se você tem alguma restrição alimentar é melhor se informar sobre qual o tipo de comida que se serve no lugar - afinal, não adianta entrar num japa se você não gosta de peixe cru, pois provavelmente você não vai gostar da refeição (muito embora, seja possível que você encontre algo no cardápio que te apeteça...), assim como, se você não gosta de peixes e frutos do mar, não adianta entrar num restaurante que só serve isso!

Mas, enfim... fato é que eu ainda não comi mal por aqui. Mesmos naquelas cadeias de restaurante populares, em que eu já me arrisquei - especialmente quando chegamos aqui e não conhecíamos nada - me dei bem. Já comi em quilo, e tava tudo certo! Também já almoçamos no meio de uma ilha, no Lago Titicaca (2 horas de viagem de barco), numa casa super simples (de um "local") - pois não tinha restaurante - em que a sopinha e o peixe com arroz estavam deliciosos!

Bom, daí o Gastón teve uma brilhante ideia: já que o povo aqui tem o dom de cozinhar bem, pois por mais simples que seja a comida, ela é saborosa... e considerando que há vários ingredientes diferentes, típicos daqui... bem como existe uma culinária diversificada dependendo da região do País em que você está... por que não promover a gastronomia peruana? Transformá-la em uma atração, num "patrimônio cultural" nacional? E assim foi feito.

Lima, especialmente, é uma cidade que - comparada com o resto do País - não tem tantos atrativos turísticos. O que acontecia era que todo mundo que vinha visitar o Peru - Machu Picchu, especialmente - tinha de passar por Lima, mas só "pingava" aqui para fazer a conexão do vôo e seguir para Cusco. 

Com o desenvolvimento e a propaganda da gastronomia peruana, hoje em dia o povo vem pra cá e fica pelo menos um ou dois dias na cidade, nem que seja apenas para fazer o "turismo gastronômico". 

O calendário turístico de Lima já incorporou até um festival gastronômico anual - o Mistura - que faz um sucesso incrível aqui. São 10 dias de uma feira gastronômica, em que você pode comer muito barato (barato sério... por R$ 5,00 você compra o cupom para doces e/ou meia porção e por R$ 7,00 você compra o cupom de porção inteira), experimentando vários ingredientes diferentes e pratos típicos das mais diversas regiões do País. É muito bacana! Além disso, há palestras de chefs e pessoas envolvidas com a gastronomia, e também convidados internacionais (nesse ano veio o Alex Atala e a Mara Salles daí do Brasil) que vêm falar para os interessados no assunto.

E tudo isso graças a ideia - e o esforço - do Gastón e de todos que aceitaram o desafio, e trabalharam para a profissionalização da gastronomia por aqui - outros chefs de sucesso também colaboraram bastante, como o Rafael Osterling e o Pedro Schiaffino que têm restaurantes muito bons, também!

Para se ter uma ideia do que o Gastón "causou", o cara aqui é como o Silvio Santos: se ele sair candidato à presidência, é barbada. Ele ganha sem a menor sombra de dúvida!

Ele teve uma ideia simples, que exigiu esforço, claro... mas que deu certo. Lima, hoje, é considerada a capital gastronômica da América Latina. 

Daí você pensa: "Ah.... mas São Paulo tem muito mais restaurantes. Essa história aí é pura promoção... propaganda enganosa!".

Claro que é promoção. O cara teve uma super ideia, investiu nisso e deu certo! Mas e daí?! Fato é que, embora São Paulo tenha mais restaurantes (afinal, é uma cidade bem maior do que Lima!), a culinária em Lima é muito mais acessível do que em São Paulo. Será que isso não a torna, de fato, a capital gastronômica da América Latina?! Porque aqui você não precisa deixar as calças para comer num restaurante renomado ou em qualquer outro lugar que tenha uma culinária deliciosa. 

Pelo contrário, com R$ 60,00 um casal come muito bem num ótimo restaurante japonês! Com R$ 120,00 um casal janta no melhor restaurante de massas de Lima (com vinho, tá?)! E ontem no melhor restaurante do País - o Astrid & Gastón (do próprio), jantei com o Fred e uma amiga, por cerca de R$ 250,00. Sério. Deve ser não só o melhor restaurante do País - segundo a crítica gastronômica (eu ainda não tenho condições de avaliar...rs), mas, possivelmente, seguindo esse raciocínio, o mais caro do País. E um jantar, com direito a menu degustação, saiu por cerca de R$ 80,00 por pessoa! É ou não incrível?

Tenho sido muito crítica em relação aos preços de São Paulo, mas eu sinceramente acho um absurdo pagar R$ 70,00 para comer um buffet de saladas e massas, com uma água mineral, só porque o Ráscal é descoladinho. Ou pagar R$ 50,00 para comer um galeto com salada no Galetto's. Isso porque eu não tô falando dos restaurantes caros, badalados, ou "gastronômicos", ok?! Tô falando de restaurante que tem em praça de alimentação de shopping!

Outro dia li uma reportagem de um "restauranteur" dizendo que ele cobra caro porque os ingredientes são ótimos e o serviço é fantástico. Ok. Mas precisa mesmo ser tão caro?! Depois de morar aqui, e ver que é possível fazer uma culinária de extrema qualidade, com serviço também impecável, apresentação perfeita e preços acessíveis, me desculpe, mas aquele Sr.  deve estar de brincadeira!

Enfim, eu realmente acho que aqui é a capital gastronômica da América Latina (o que dificulta imensamente meus planos de emagrecer), afinal, além de deliciosa, feita com cuidado e com o intuito de agradar o comensal, é acessível. Você consegue provar muita coisa diferente e saborosa, sem precisar gastar horrores. Torna-se um programa ótimo! Vale muito a pena conhecer!

Que o digam todos os nossos amigos e familiares que vieram nos visitar nesse ano! :)

Beijos,
Tila.

PS: no próximo post eu falo de como foi nosso jantar de ontem! Prometo!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Bailinho na Praça Kennedy


Nós descobrimos essa pérola da cultura limenha num sábado, assim que chegamos em Lima, e estávamos passeando pelas redondezas.  E nada melhor do que começar pelo centro de Miraflores, ou seja, a Praça Kennedy.

A Praça Kennedy é uma praça super antiga, onde ficam - além da "prefeitura" de Miraflores, vários restaurantes e cafés das décadas de 30, 40, 50... conservados e sempre cheios de gente (leia-se: não são decadentes!). Dentre eles estão o Cafe Haiti e o restaurante/bar La Tiendecita Blanca (que eu conheci primeiro pelos livros do Vargas Llosa e recomendo não só a comida, como os sorvetes! Aquelas taças clássicas, com sabores diferentes e deliciosos!). Na Praça Kennedy também fica a La Lucha, que é a mais clássica das lanchonetes aqui de Lima (aqui eles chamam de "sangucheria"... vai entender!) - no melhor estilo Cervantes, ou Bar do Estadão, sabe? Sanduíche no pão francês, com pernil assado, ou lombinho, ou filet... hummm... água na boca!!! Sem contar os sucos deliciosos que eles fazem por lá! Recomendo!

Ali os estabelecimentos mais antigos convivem, harmoniosamente, com outros tipos, em especial os "fast food" - antigamente, quando as pessoas não tinham tanta pressa os restaurantes e bares eram mais caprichados, né? Na Praça Kennedy isso fica evidente! Mas ali tem pra tudo quanto é gosto (literalmente)! Desde os clássicos limenhos, até os modernos arcos amarelos (já não tão modernos, assim...rs...), passando por KFC, Pizza Hut, Burguer King e até um Starbucks.

Apesar de todo o "agito gastronômico" a Praça Kennedy parece bastante com uma praça de cidade de interior, toda florida, com um montão de banquinhos, gente sentada batendo papo - ou só de papo pro ar! Tem também a típica feirinha de artesanatos (pequena, mas que tá sempre ali), além de muita criança brincando e correndo pra todo lado, e, nos fins de semana, também tem o  tal do "bailinho".

Quando chegamos na Praça Kennedy pela primeira vez, na nossa "expedição exploratória",  vimos um aglomerado de gente no meio da praça... mas era muita gente! Por curiosidade fomos direto ver do que se tratava... ao nos aproximarmos percebemos que dali do burburinho vinha uma música, daquelas músicas pra dançar, sabe? Algo meio Buena Vista Social Club... (sorry, mas meu conhecimento de música hispânica ainda é muito parco... se o Fred estivesse aqui ele ia me salvar! Rs...) 

E não é que no meio da praça tem algo parecido com uma "arena" (pequena, é claro), em que as pessoas - especialmente a galera de mais, ou da melhor, idade - se encontram para dançar?! Sim, pra dançar! 

Tem um equipamento de som, meio improvisado, em que um "DJ" (o cara mais jovem do pedaço) fica colocando umas músicas antigas, pra galera dançar! Coisa de dança de salão, mesmo! É um bailinho a céu aberto, para senhores e senhoras! Na verdade, qualquer um pode chegar e dançar, embora os jovens não se aventurem, muito...

É muito bacana! Eu acho!! Dava até pra fazer um estudo sociológico! Rs...


Se eu não tivesse visto com meus próprios olhos... se alguém me contasse que na capital do Peru, uma cidade de mais de 8 milhões de pessoas, rola um bailinho a céu aberto, no centro de Miraflores, onde todos os sábados e domingos os senhores e senhoras das redondezas se encontram pra dançar... acho que eu não acreditaria! 

Mas o fato é que os senhores e senhoras se divertem muito! 


Ah... e é bailinho mesmo, viu? Pois a cada música que termina as senhoras se sentam novamente (na "arquibancada" da tal da arena), esperando que os senhores as tirem para dançar a próxima música! É fantástico!! E eu acho super divertido ficar olhando aquele povo dançando e curtindo muito! 

Imagino que esses tiozinhos e tiazinhas combinem de se encontrar por ali, toda semana... que deve ser um acontecimento pra alguns deles, um compromisso semanal, e um lugar pra encontrar os amigos, a turma do bailinho! Algo desse tipo...

E olha que o pessoal vai pra lá na estica, viu?! Uns tiozinhos colocam até terno, as tiazinhas se enfeitam - fazem cabelo e maquiagem! Dá uma olhada!







No fim de semana em que fui com meus pais e meu irmão, minha mãe intimou meu pai a dançar ( é claro!! E tenho certeza que, se ela morasse aqui, ia querer carregá-lo pra lá todo fim de semana! Rs...). Meu pai é bem "pé de valsa"! Dança de tudo! Ou dançava... porque ultimamente ele tem deixado a valsa de lado e preferido colocar os pés pra cima, melhor ainda se for no sofá lá de casa... rs... 


Mas ele foi e os dois curtiram o bailinho!! Vou colocar umas fotinhos deles pra vocês brincarem de "Onde está Wally"...rs





Ainda vou voltar no bailinho pra fazer umas fotos bacanas das pessoas! E pra curtir tardes tipicamente interioranas, aqui no meio de Miraflores! Tomar um café e curtir uma dancinha!! Risos...

Beijos!
Tila.