quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Para tomar uns tragos, com inspiração Thai

No último sábado fomos conhecer um barzinho super bacana que abriu aqui perto de casa, e que eu tava morrendo de vontade de conhecer! Chama-se Sukha - Asian Cuisine e Louge, tem inspiração thailandesa e além de bar (no andar superior) tem também um restaurantes - que, é claro, já está na lista do TO DO aqui em Lima! Fica na Calle 2 de Maio, 694, aqui em Miraflores.

Adorei a baladinha! O pé direito é mais que duplo, tem um Budha gigante e super bonito - aliás, quando o lugar estava em construção, fui a uma cafeteria quase em frente e os manobristas estavam comentando que ali provavelmente seria um restaurante chinês (aqui tem muitos!), porque tinha acabado de entrar uma estátua enorme de um chinês! Rs... 

O ambiente é super bacana, muito bem decorado, com mesinhas para quatro pessoas e sofás para mais convidados. Além disso, em volta do bar (são dois bares), há umas (poucas) banquetas que quebram um galho. No mezanino fica o DJ da casa e mais alguns sofás com mesinhas.

Se você não fizer reserva, melhor chegar por volta das 21hs, seja para tentar conseguir uma mesinha, seja para ocupar o bar - pois as banquetas são poucas. Nós chegamos por volta das 22hs, e conseguimos pegar uma mesa de quatro lugares, mas isso porque agora é verão e metade da população da cidade não está aqui (vai todo mundo pra praia no verão!). Logo, para garantir lugar é melhor chegar cedo!

Outra coisa super legal é que o teto é retrátil!! Como não chove em Lima, e já que estamos no verão, ficou aberto a noite toda! Achei demais!

Para ocupar as mesas se exige uma consumação mínima, que eu achei bem honesta: nós ficamos em uma mesa para quatro pessoas, e o consumo mínimo era de S./ 80,00 por pessoa (algo por volta de R$ 65,00). Justo não? Deu para cada um tomar mais ou menos três bebidas e pedimos duas porções para compartir.

As bebidas são bem bacanas! Além das tradicionais (Pisco Sour, Chilcano, Cosmopolitan, Mojito, etc...), há também drinks mais elaborados, bastante frutas e criatividade - tinha uma birita com Jack Daniels e soda (com mais alguma coisa que não me lembro...rs...) que eu achei uma delícia! Muito saquê e até um drink com vodka negra! Nunca tinha visto... achei bem legal!

Os petiscos têm, claro, inspiração thai e são bem gostosos! Não há uma variedade enorme (umas oito opções apenas, além de alguns makis), mas é só pra matar a vontade - ou, para dar vontade de voltar e conhecer o restaurante! Risos...

A música é bacana, também, misturando chill out com pop/rock e músicas mais antigas (leia-se,anos 90, e eu me sentindo uma velha!! Rs...). Talvez um pouco alta demais para quem queria bater papo - mas isso pode ser minha velhice falando...

Eu não tirei fotos (até porque o ambiente é todo escurinho, não achei que ficariam boas), mas no Foursqare tem algumas, caso alguém tenha curiosidade. 

Para quem vem a Lima, vale super a pena conhecer! Voltarei sem a menor dúvida!

Beijos,
Tila.

PS: agora que eu comecei a escrever o post é que eu vi que não tinha escrito sobre nenhuma baladinha aqui em Lima! Que pecado! Não que eu seja muito baladeira, ou conheça muitos lugares... Mas nunca ter escrito nada, aí já é demais! 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Minhas Listas: Livros - Jul/Dez 2013



Estou um tantinho atrasada na lista dos livros do final do ano passado... Mas eu estava em São Paulo e a lista com os livros em Lima... Agora que eu (finalmente) voltei pra casa, consegui preparar o post! :)

No segundo semestre do ano passado eu tentei ler várias biografias (li livros de outros gêneros também, embora tenha tentado dar preferência à elas). Sempre tive um "problema" com elas... achava meio chato ler biografias, mas imaginei que era um "trauma" - a primeira biografia que eu tentei ler foi do Einstein... acho que tinha muito termo técnico,  muitas explicações e fórmulas... fiquei de bode, larguei o livro pra lá (coisa que eu raramente faço!) e peguei bode do gênero (claro que fazia todo sentido tratar dos experimentos e fórmulas, na biografia do Einstein! Mas talvez eu estivesse esperando mais sobre "o resto" da vida dele, e não tantas descrições técnicas... enfim... prefiro pensar que eu não gostei do autor, do que pensar que eu não gostei da vida do Einstei! Risos...)

De todo modo, cheguei à conclusão que deveria dar uma segunda chance às biografias... E no fim das contas eu gostei! Li livros muito interessantes! Vamos à lista!

  • "1000 Dicas para viajar melhor": esse livro aqui eu tinha baixado no Kobo há séculos... tinha começado a ler em uma das minhas ida ao Brasil, mas não tinha terminado... É legal porque dá boas dicas de viagens... e eu gosto das dicas do Ricardo Freire (sempre dou uma olhada no Blog dele quando estou planejando minhas viagens). É um livro bacaninha, embora não essencial.

  • "Amsterdã": de novo Ian McEwan... adoro! Não tem jeito... é dos autores que quero ler tudo! Rs... Esse é o livro com o qual ele ganhou o Booker Prize (cujos premiados eu sempre curto mais do que os do Nobel), embora não seja o livro dele que eu mais gostei. Em determinados pontos achei ele meio "demorado"... quer dizer, eu já sabia onde ia parar, mas a história demorava pra chegar ao ponto... rs... Mas isso não chega a "estragar" o livro...rs... Pelo menos, não pra mim!

  • "Hello Gorgeous: Becoming Barbra Streisand": Amei! O livro é super bem escrito, além de o autor ter feito uma opção muito interessante: ele reconta os 05 anos que mudaram a vida dela, a fase em que ela começa a trabalhar, de fato, no show business, até atingir o auge do sucesso. É sensacional porque sai um pouco daquela linearidade das biografias, que às vezes podem torná-las meio massantes... embora ele conte a história, o passado dela, também - e, especialmente, como o passado moldou a personalidade dela. Sem contar que a vida dela é muito interessante, há uma dualidade nela... Enfim, adorei!! Super recomendo (mesmo para quem não é mega fã dela, como eu)!

  • "The Thread": outra autora que eu gosto muito - Victoria Hislop! Já havia lido os outros dois livros dela e gostado muito (gostei mais do "A ilha", do que de "O retorno", mas os dois são bons!). Daí resolvi ler esse quando vi que tinha lançado. O livro se desenvolve na Grécia, num período conturbado da história do País (antes e durante a Segunda Guerra). É uma história de amores, misturada com os acontecimentos reais, com a cultura do País, como são os outros livros dela, super bem contada - adoro o jeito dela escrever... adoro ler os livros dela (aqueles que a gente não consegue deixar de lado, sabe?). Adorei!

  • "Homem no escuro": esse é de outro autor que eu leio tudo o que publica: Paul Auster. Meio fantasioso. Se você não se incomoda com histórias fantasiosas, meio malucas, ou se você gosta de Paul Auster, vale a pena. Mas se você nunca leu esse autor, sugiro outros livros dele ("Noites do Oráculo", "Desvarios no Brooklin"), embora em alguns ele já tenha usado dos recursos que usa nesse aqui ("Viagens ao Scriptorium", por exemplo).

  • "Eu Fellini": voltei para as biografias. Essa é muito bacana! Não conhecia praticamente nada da vida dele, exceto a filmografia e o fato de que ele se casou com sua musa. Achei sensacional as referências de vida que ele (explica porque) usou nos seus filmes! A paixão dele pelo cinema, pela vida que levou... muito legal, mesmo! Claro que depois saí caçando os filmes dele para ver - ainda não consegui ver tudo, porque, infelizmente, não são filmes disponíveis em qualquer canto... mas eu chego lá!

  • "Billie Holiday": esse aqui é a biografia da Sylvia Fol (melhor especificar porque há várias sobre ela, inclusive uma autobriografia, que fiquei com vontade de ler). Adoro a voz de veludo que ela tinha. Mas, como um monte de gente do meio, teve uma vida desgraçada. O que acabou sendo bacana, na leitura das biografias, é poder voltar à obra dos biografados e rever tudo com outros olhos... sabendo o que se passou por detrás dos filmes, das peças, das gravações, enfim... 

  • "A melhor história está por vir": esse é o segundo livro da Maria Dueñas, e como eu tinha adorado o primeiro ("O tempo entre costuras"), resolvi ler esse daqui. Achei legal, porque tinha acabado de viajar para a Califórnia e o livro, além de se passar (em parte) por lá, também trata do tema das missões e da história daquela região... No entanto, achei o primeiro livro dela bem melhor. A narradora aqui é meio "desinteressante"... sei lá, acho que não gostei muito da personagem... o que acabou "abalando" um pouco a história...

  • "Miles: The autobiography": eu adoro Miles Davis. Esse livro estava aqui na estante há séculos, eu já tinha começado a ler (em 2002, veja bem!), mas tinha largado de lado (talvez pela minha "birra" com as biografias...). Agora sim eu li tudinho! E adorei! Ele tenta explicar a "marra" dele, a cara fechada, a atitude por vezes arrogante... É bem interessante. Ouvir a história contada pelo outro lado. E é bastante impressionante ver como a vida dele foi afetada pelo preconceito racial... como tudo isso era (é?) nos EUA... Sem contar que ele viveu no furacão do jazz! Conhecia todo mundo... muito legal! Para quem gosta dele, de jazz, é uma leitura imperdível!

  • "Marilyn Monroe": essa é a biografia escrita pela Anne Plantagenet (só para não confundir, já que existem milhares de biografias sobre ela). Ela tem um estilo diferente de escrever. No começo eu estava meio "emburrada" com ele, mas depois me acostumei. Acho que os biógrafos tendem a inventar um estilo diferente, justamente para evitar a "mesmisse" nas biografias - afinal, a vida é a mesma, né? Essa é outra artista que sofreu... vida totalmente conturbada, infância tristíssima... não dava para ser uma pessoa equilibrada, mesmo! No fim das contas eu acabei gostando do livro. Não foi a melhor biografia que eu li, mas valeu a pena.

  • "O grande irmão": encerrei o ano lendo outro livro da Lionel Shriver (que eu já havia lido em "O mundo pós aniversário", e comentei aqui). Essa é a minha autora "da vez", estou querendo ler tudo dela! Esse livro também é ótimo! Conta a história de dois irmãos super diferentes, e a tentativa (?) da irmã de "salvar" o irmão. Adoro o jeito que ela escreve, adoro as histórias que ela escreve... engoli o livro! Super recomendo!


Melhores do semestre: dentre as biografias, a da Barbra Streisand e a do Miles Davis. Dentre os demais, o da Lionel Shriver (O grande irmão).

Boas leituras!
Beijos!
Tila.

PS: a foto é de uma das minhas estantes... a "fila dupla" nas duas últimas prateleiras são livros "TO DO"... claramente não preciso mais comprar livros até o próximo semestre!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Promessas de Ano Novo

É curioso como no começo de ano todo mundo sai prometendo um monte de coisas... Tenho a impressão que uma das "campeãs de audiência", especialmente no dia de hoje (02/01), é a promessa de começar uma dieta séria!

Hoje não é segunda-feira, mas dada a comilança desenfreada do fim de ano, a promessa da dieta me parece imbatível! (a esse respeito, outro dia li uma entrevista interessante em que o entrevistado criticava essa comilança desenfreada no fim do ano - em especial, no Natal - pois ela retrata uma situação exatamente oposta àquela que se comemora nessa data: o nascimento de Jesus - e a lição de simplicidade e, até mesmo, pobreza material, que este nascimento representa... achei interessante o paralelo).

Além dessa promessa, imagino que a galera prometa uma série de coisas bonitas: ser mais paciente, ser mais compreensivo, ouvir mais, ajudar mais aos outros, se dedicar mais à família ou aos amigos... Tem as promessas que são, de certo modo, mais "práticas": guardar mais dinheiro, consumir menos, trabalhar mais, trabalhar menos, preservar o meio ambiente, fazer exercício, voltar a estudar, parar de beber, parar de fumar... 

Tem também a promessa repetida: todo ano a pessoa promete a mesma coisa... porque não conseguiu cumprir no ano que passou! Tem a promessa impossível: a pessoa sabe que não vai cumprir, mas como é ano novo, a esperança é a última que morre, enfim... se não for naquela empolgação do ano novo, quando será? Tem a promessa pegadinha: você promete e no meio do caminho resolve "dar uma volta" na promessa, ou cumprir uma versão "reduzida"...

Enfim, tem promessa de tudo quanto é gênero... Mas o que eu acho mais importante é lembrar da promessa que você fez no começo do ano (às vezes são tantas e não conseguimos lembrar nem de uma, não é?), e constatar se, realmente, você se esforçou para cumpri-la. Não pelos outros... mas pra você não perder a credibilidade consigo mesmo. Afinal, essas promessas nós fazemos para ninguém menos que nós mesmos, não é? Ninguém promete, pra outra pessoa... As resoluções de ano novo são, geralmente, uma conversa íntima. De mim, pra mim mesmo... Além disso, são, normalmente, grandes mudanças... e essas a gente só faz por nós mesmos.

Eu mesma já fiz algumas promessas em começo de ano. Por isso, vou abusar da boa vontade de vocês e deixar uma dica: escolha uma. Apenas uma promessa. Algo que você realmente acredite que pode tentar. Porque aí, fica muito mais fácil de conseguir. E assim, você conseguirá manter a crença de que promessas de ano novo podem funcionar... que não são apenas algo do imaginário coletivo... que não levam a lugar nenhum (a não ser, às vezes, ao arrependimento...). 

Escolhendo só uma você concentra suas forças... você não esquece do que prometeu... você realmente tem condições de tentar e, ainda melhor, de conseguir!

Eu já fiz a minha. Boa sorte com a sua! ;)


Beijos!
Tila.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Ah, o tempo...



Ano terminando, correria total, e eu aqui relendo minhas antigas mensagens de fim de ano... faço isso não só para não repetir o que eu já disse (risos!), mas especialmente para ver como eu me sentia naqueles dias... quais eram minhas conclusões... minhas expectativas e esperanças para o ano novo que vinha chegando...

Li a mensagem do final do ano passado e vi que me sentia cansada, talvez até abatida com a quantidade de pedras que tive de escalar, quebrar, transpassar... Mas com a certeza de que, pelo menos, enfrentaria os problemas com forças que só passei a ter justamente por ter passado por tantos obstáculos. E com a esperança de que 2013 seria melhor. Muito melhor.
E os problemas vieram... e alguns permaneceram, outros se resolveram... E a força veio e em alguns momentos se escondeu, mas de um modo geral acho que tenho conseguido enfrentar (bem) as tormentas que chegam, ficam, passam... E outro dia eu vi uma mensagem (vou colar lá embaixo) que achei que tinha a ver com aquilo que tem sido assunto recorrente para mim: o tempo.

O que tem me preocupado nos últimos anos, por mais paradoxal que possa parecer, é o tempo. 

Paradoxal porque quando me mudei de SP para Brasília percebi que o tempo é o que de mais valioso nos faltava em SP. A correria, a necessidade de marcar tudo - até um simples cineminha - com uma mega antecedência, senão as amigas não têm "agenda", senão você não consegue comprar o ingresso, senão você não pega lugar na fila e não acha vaga no estacionamento (isso porque, é óbvio, você tem de sair de casa/escritório com uma hora de antecedência à hora que você tem de chegar na fila!!! oi?!)...

Portanto, sair de SP e ir morar em uma cidade em que você pode marcar um cineminha com meia hora de antecedência, foi uma bênção. Naquela época tive certeza que uma das coisas mais valiosas que eu estava ganhando com minha mudança era, justamente, o tempo! Tempo para fazer coisas que eu já não conseguia mais fazer morando numa cidade como SP. E, desde então, aconselho todos a mudarem de vida para que o tempo passe a ser não apenas um artigo de luxo... caro... raro... mas algo que, com sua presença, transforme seu dia a dia.

Aí vem o paradoxo: mesmo morando em Lima - que embora seja uma cidade grande, também me permite ter tempo para aproveitar uma série de coisas, que eu não aproveitaria em SP - eu começo a sentir falta do tempo... 

Não estou falando do tempo do dia a dia... Mas do tempo que corre, embora as coisas à minha volta pareçam não sair do lugar... E aquilo que eu venho buscando não chega... E várias vezes no decorrer desse ano eu me senti igualmente, ou cada vez mais, presa no mesmo lugar... e o tempo correndo, escorrendo...

Já tive conversas interessantes sobre a falta de tempo na minha vida, e a tristeza que eu sinto por não poder (e jamais vir a poder) ter tempo suficiente, por exemplo, para ler todos os livros que eu gostaria... Coisa de doida, né?

E é de enlouquecer mesmo, se eu começar a pensar em todos os lugares que gostaria de conhecer, de todos os filmes que eu gostaria de assistir, de tudo que eu gostaria de fazer... e não terei, é óbvio (!), tempo para tudo isso...

Aí as coisas pioram quando a gente quer algo agora... ou, ontem. E o tempo passa... e continua passando... e você simplesmente não consegue. Não anda. 

É possível que você esteja lendo isso aqui e pensando: "nêga mais louca... onde já se viu ter tanta ansiedade por coisas desse tipo!". Mas, também é possível que você esteja entendendo exatamente o que eu estou dizendo... rs... 

Fato é que, de toda essa angústia, consegui enxergar o seguinte: em vez de nos preocuparmos apenas com que queremos, gostaríamos e buscamos, temos de parar um momento para entender o que a busca tem nos ensinado.

No meu caso, me ensina a ser forte. Me ensina que eu não tenho o domínio de tudo na minha vida - e essa, certamente, é a lição mais difícil que eu tenho tido de compreender... 

Mais até do que a paciência que eu preciso ter, desenvolver, adquirir. 

A pior notícia que eu recebo é: "sinto muito, mas não tem nada mais que você possa fazer..." - ainda que essa noticia venha depois da constatação de que eu estou fazendo tudo que posso! 

Impotência. Frustração. O desafio é transformar isso tudo em força... em paciência... em sabedoria. Talvez seja isso que o tempo tenha a nos ensinar. Por isso continuo caminhando. Tentando. Crescendo.

E assim, eu desejo que o Natal seja cheio de harmonia e amor, e que o Ano Novo seja cheio de alegrias! Mas que nesse final de ano tenhamos também um momento de pausa, reflexão. De aprendizado, ao avaliarmos o que passou (e o que passamos) nesse ano... E que 2014 traga novos aprendizados, novos caminhos e, se eu puder abusar dos desejos (e não tem momento melhor que esse!), que seja um ano de conquistas. Para mim e para todos nós!

Beijos e Ho Ho Ho!
Tila.  

PS: a frase!!

"Um dia você entende que o tempo não é inimigo, E que ele é o nosso maior mestre. Que tudo vem na hora que deve vir. Que não adianta espernear nem se esconder da vida. Que a fuga não é a melhor saída. E que no fim das contas a gente sempre acaba agradecendo tudo que passou. Porque o tempo (ah, o tempo!) está sempre ao nosso lado para nos mostrar o que realmente vale a pena."
(Clarissa Corrêa)


PS 2: Não é o máximo?! ;)

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Para degustar

Bom... já que estamos na capital gastronômica da América Latina, vou falar de mais alguns restaurantes que conheci nos últimos meses!

O primeiro deles é o La Décima, que fica aqui pertinho, em San Isidro (Av. Emilio Cavenecia, 190). O lugar é lindo. Super descolado, decoração caprichada e um bar super bonito! A culinária é sofisticada e variada, e por isso, talvez, o preço é salgado (para os padrões limenhos, claro... se for comparar com São Paulo o preço tá ótimo!). A relação custo benefício é boa - você paga um pouco mais caro do que está acostumado por aqui, mas está num lugar fora da curva, também!

Os drinks são deliciosos - tem pisco sour e chilcano de vários tipos! Vale a pena provar. Todos os pratos que foram pedidos na mesa estavam ótimos! Como a culinária é mais "moderna" há misturas interessantes de ingredientes. Open your mind! Vale a pena!!

E as sobremesas... além das sobremesas há docinhos que podem ser pedidos "a granel"... trufas variadas inclusive... Portanto, se você fizer como eu - que enfiei o pé na jaca - e não aguentar pedir uma sobremesa, peça umas trufinhas... hummm... delícia!

Eu não tirei fotinhos no dia que fui... da próxima vez eu prometo me lembrar e trago algumas pra cá!

Os outros 2 restaurantes que fomos são do famoso Gastón Acúrio. O primeiro deles foi o Papachos, que é uma hamburgueria aqui em Miraflores (Av. La Paz, 1.045). Aqui em Lima não temos muitas hamburguerias, como é costume em São Paulo, por exemplo. Portanto, achei bem legal quando eles abriram essa aqui! 

O ambiente é super agradável, bonito e o atendimento é bem atencioso. O cardápio é bem variado - você chega a ficar meio perdido com tanta opção - e inclui outros sanduíches (não apenas hambúrgueres). Há também uma boa variedade de entradinhas e acompanhamentos - batatas variadas, onion rings, essas "gordices" que a gente adora! Detalhe para a variedade de molhos e elementos bem peruanos que são usados como ingredientes das "hamburguesas"! É interessante ver a inclusão de ají, salsa huancaína, milho, e outros ingredientes bem peruanos na elaboração dos sanduíches!





Há também milk-shakes variados, e sobremesas apetitosas. No entanto, como vocês podem constatar, olhando as fotinhos acima, o hambúrguer é tão bem servido que, além de difícil de comer (tive de usar garfo e faca!), não deixa espaço para a sobremesa. Dica: se você não tem estômago de leão, e quiser comer um docinho no final, divida seu hambúrguer!

Detalhe importante: abre nas noites de domingo! Raridade aqui em Lima!

O último, mas nem por isso menos apetitoso, é o Los Bachiche. Também aqui em Miraflores, ao lado do Papachos (Av. La Paz, 1.023) - ambos ficam no mesmo prédio do Hotel Hilton.

Bachiche é o termo usado aqui no Peru para identificar o imigrante italiano. Logo, trata-se de um restaurante de comida italiana, com um toque peruano (claro, afinal, o Gastón é embaixador da culinária peruana). Você encontra as influências peruanas no cardápio, mas há também uma grande variedade de pratos tradicionais (não apenas massas, mas carnes e peixes também!). 

Os pratos, além de deliciosos são muito bem servidos e os valores são acessíveis. Inclusive, considerando o custo benefício, melhor do que outros restaurantes italianos que conhecemos por aqui (por exemplo, a Bodega de la Trattoria, que cobra mais ou menos os mesmos preços, mas os pratos são muito mal servidos, se comparados ao Los Bachiche). 




Como em todos os restaurantes do Gastón o ambiente é super agradável - tem até umas mesinhas numa "varanda" - e o serviço é muito atencioso e simpático. Mas, este aqui, ao contrário da hamburgueria, não abre nas noites de domingo... (não sei porque essa prática rola aqui em Lima... os restaurantes simplesmente não funcionam no domingo à noite... já me disseram que é porque aqui o pessoal é muito "família" e a noite de domingo é para ficar em casa! Rs... vai saber, não é?)

Taí... numa cidade em que os amigos vêm com listinha de restaurantes para conhecer, mais 3 que valem a visita! ;)

Beijos!
Tila.

PS: voltando pra dieta em 3, 2,1...

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Diário de Viagem - Trujillo

Dia desses eu voltei de São Paulo e descobri que aqui no Peru seria feriado na segunda e terça-feira próximas. Não havíamos planejado nada, era terça-feira, e a gente resolveu dar uma olhada se conseguiríamos passagens aéreas para conhecer alguma das cidades que ainda não havíamos visitado. Na realidade, tem um monte de lugar diferente para conhecer aqui no Peru - praia, montanha, selva, sítio arqueológico, tem de tudo! E considerando que nós estamos mais para ir do que para ficar (em Lima), já começou a me dar faniquito, só de pensar que não vamos ter tempo para conhecer tudo! Rs...

Dessa forma, me pareceu ideal aproveitamos o feriadão para conhecermos algum lugar - ainda que não ficássemos fora os 04 dias. Conseguimos passagens a preços razoáveis para irmos conhecer Trujillo - viajando no sábado de manhã cedinho e voltando na segunda à tarde - e lá fomos nós!

Trujillo fica ao norte de Lima, e é conhecida por ter sítios arqueológicos interessantes - não sei se já comentei aqui, mas no Peru há 11 lugares que são considerados patrimônio cultural da humanidade, de acordo com a Unesco. São lugares como os Centros Históricos de Lima e de Arequipa, a Cidade de Cusco  e (claro!) Machu Picchu, além de outros, espalhados pelo País. Dentre eles um sítio arqueológico situado em Trujillo (Chan Chan). Por isso escolhemos ir para lá - além disso, poderíamos conhecer os arredores, com um carro alugado, o que nos daria certa liberdade, além de podermos passear e conhecer tudo sem termos nos programado com tanta antecedência.

Escolhi um hotel pela internet, mesmo. Ficamos no Hotel Los Conquistadores - simples, mas honesto, e pertinho da Plaza de Armas (ou seja, central). A dica: peça um quarto com janela para os fundos e/ou para um dos terraços internos. Melhor você escutar os ruídos do próprio hotel (restaurante, por exemplo), do que a barulheira que o trânsito e os baladeiros fazem nas redondezas. Aliás, esse é um problema que também tivemos em Cusco. Hotel bem centralizado é ótimo porque a gente se localiza e se locomove tranquilamente, mas a noite pode ser um tormento, dependendo do que rola embaixo da sua janela!

Pegamos o carro assim que chegamos, e saímos para conhecer as Huacas del Sol y de la Luna (que são bem próximas do centro da cidade). O tempo estava frio - o que, segundo todo mundo, era bastante esquisito... a cidade é conhecida como "Cidade da Primavera Eterna", mas o tempo era de inverno total! Aliás, ficamos o tempo todo encolhidos, pois o vento estava inclemente! 

Primeiro fizemos o passeio no Museu das Huacas. Bem organizado, embora com uma coleção não muito vasta. De toda forma, vale a pena conhecer para entender um pouco mais do que foram as Huacas - para quem não sabe as Huacas eram locais sagrados para os antepassados. Nelas eram realizados vários tipos de rituais, oferendas, festas, etc. As Huacas em questão foram o centro da cultura Moche (típica da região, que viveu até os anos 800, aproximadamente), e se localizavam uma em frente a outra - no espaço entre elas formou-se a cidade em que vivia o povo. 




A Huaca del Sol (na minha frente, acima) era o centro administrativo da região, enquanto a Huaca de la Luna (do meu lado direito - meio escondida...) era o centro religioso, onde se faziam as oferendas. Diferentemente dos povos que viviam nas montanhas, que adoravam mais o Sol, aqueles que viviam mais perto do mar (como em Trujillo e Lima), curtiam mais a Lua. Afinal, perto do mar ela aparece tanto de noite, quanto de dia, daí a crença de que era mais poderosa que o Sol. ;)

A Huaca del Sol não pode ser visitada (ainda está sendo escavada), mas podemos visitar a Huaca de la Luna, surpreendentemente bem conservada.






Depois que fomos à Huaca demos uma voltinha na praia - mais especificamente na Praia de Huanchaco, também bem pertinho da cidade. Não tínhamos muito que ver - nem tava com cara de que teríamos pôr do sol - mas deu para ver os "Cabalitos de Totora", que são uns barquinho usados desde a época dos Moches para pesca no mar. 




À noite nós fomos jantar num restaurante chamado Chelsea (fica na Calle Colon). Inspirado num pub inglês - mas só inspirado, mesmo... rs... A comida era deliciosa e o chilcano também! Vale a visita! ;)

No dia seguinte seguimos para outro complexo arqueológico, chamado El Brujo. Também faz parte do passeio a visita a um museu - esse com mais material, inclusive uma múmia encontrada na região (a Dama del Cao). O sítio arqueológico em questão não é tão grande ou preservado como as outras Huacas, mas... você já tá ali, né? Faz a visita. No caminho passamos por uma cidadezinha micro, mas bonitinha - Madaglena del Cao (o nome da tal da múmia que está no museu). 





Depois seguimos para Chan Chan, que é o maior sítio arqueológico da região (patrimônio da humanidade), também da época da cultura Moche. Muito bem conservado, e muito grande, o complexo é bem interessante. Vale a pena a visita. Em sua maioria de função administrativa, as construções também incluem praças que serviam para realização de cerimônias.






No fim da tarde voltamos para a cidade, almoçamos num restaurante tradicional (El Mochica - gostoso, ainda que nada excepcional, no Jr. Bolivar, a duas quadras da praça central), e fomos dar uma volta pela Plaza de Armas. Domingo, centro da cidade, todo mundo na praça. Coisa de cidade de interior, mesmo - embora Trujillo seja a segunda maior cidade do Peru (em verdade, há controvérsias... Trujillo e Arequipa concorrem pelo posto, ainda que ambas tenham cerca de 1 milhão de habitantes).





Vale a pena a visita? Sim, vale. Claro que você não virá ao Peru para conhecer Trujillo apenas - a não ser que você se interesse pela arqueologia, pelos patrimônios da humanidade, etc... Mas, de toda forma, se você mora por aqui, ou se vem com bastante tempo para conhecer (e já tiver ido a Cusco, Machu Picchu, Arequipa, Lago Titicaca, Nazca - se for sua praia), vá. Fica próximo da Lima, não é caro, e os sítios arqueológicos são bem conservados e interessantes.

Beijos!
Tila.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Minhas Listas: Livros - Jan/ Jun 2013




Acabou-se mais um semestre e, como de costume, vou postar a lista dos livros que eu li nesse ano, até agora... Não foram muitos, mas li algumas coisas bem interessantes! 

Vamos lá:
  • Dormindo com o inimigo: a guerra secreta de Coco Chanel - confesso que eu tenho certa dificuldade em ler biografias e livros cheios de detalhes, como é o caso desse daqui. Uma hora começo a me confundir no quem é quem, em determinado ponto começo a achar o livro meio maçante... E esse daqui não foi exceção. Conta a história do envolvimento da Chanel com os nazistas, e como ela usou de sua influência, durante a guerra. Pelo menos serviu para que eu ficasse menos frustrada por não ter condições de comprar um autêntico tailleur da Chanel... risos... posso me consolar com o fato de que não é legal comprar algo de alguém que agiu como ela.
  • O caso Rembrant - esse livro é de um autor chamado Daniel Silva e eu já registrei aqui nas minhas listas os outros livros que li dele. Eu gosto de livros policiais e ele tem uma pegada bem dinâmica, o personagem principal (leia-se, o herói que desvenda os mistérios e ganha todas as lutas) é da Mossad, e junto com sua turma se envolve em intrigas internacionais. É daqueles livros que você devora em um ou dois dias, sabe? Esse eu levei para a praia e não deu outra: devorei! 
  • A última carta de amor - para quem gosta de livro água com açúcar, esse aqui é prato cheio. Livro de mulherzinha, mesmo! Mas eu gostei. Não é bobo demais, sabe? mas é livro água com açúcar, se é que você me entende. 
  • Fall of giants - muito bom! Terminei e corri pra loja do kindle para comprar o segundo volume! No fim das contas eu não comprei porque minha prateleira ainda estava (está) cheia de livros para ler... Além disso, quando eu terminei de ler este ainda estava valendo minha "promessa de ano-novo" de só voltar a comprar livros em maio... (viciada é assim, vive na base da promessa e da crise de abstinência!). A história começa um pouco antes da primeira guerra mundial, aborda a situação na Europa e nos EUA naquele período que antecedeu a guerra, emenda com a guerra em si e com a Revolução Russa. Adoro livro que mistura a história com romance, contando tudo através das experiência de personagens e famílias através dos anos, décadas, séculos... O livro faz parte de uma trilogia (A trilogia do século) que vai chegar no final do século XX. Vale a pena se você curte o gênero!
  • Se você me visse agora - a história de um garoto, seu amigo imaginário e sua tia (com quem o menino vive), que é cética em relação à tudo e qualquer coisa. É meio bobinho... acho que eu não recomendaria.
  • The choice - nunca tinha lido nenhum livro do Nickolas Sparks, embora o cara faça o maior sucesso, venda livro pra caramba, e publique tanto quanto o Chalita! De novo: história de amor, água com açúcar e tal, mas eu curti bastante! Garota conhece garoto, primeiro o detesta, depois se apaixona, e rola uma reviravolta na vida perfeita, que gera a tal da escolha que precisa ser feita. Também devorei em 3 dias... mas, novamente, eu estava na praia, aproveitando o Carnaval em Cartagena... rs... Foi uma ótima escolha pra ocasião!
  • Notting Hell - outro livro de bobeirinha, que eu levei para ler no Carnaval. Comprei há anos, numa promoção da Waterstones em Londres... escolhi pelo título... No fim das contas, é divertidinho, sim! Conta a história de várias mulheres completamente diferentes, que moram em Notting Hill, em casas (mansões?!) que têm aqueles jardins comunitários (mas privados) nos fundos... coisa bem típica de lá. E eu adoro livros que se passam nas cidades que eu tenho vontade de morar! ;)
  • O último trem para Istambul - conta a história da organização, pelo governo turco, da retirada de turcos e judeus da França ocupada, repatriando-os na Turquia. O livro é bom, interessante (é outro que mistura a história com o romance). Gostei!
  • Candide - esse aqui eu baixe há séculos... acho que foi um dos primeiros que eu baixei  no iPad - até porque, era gratuito! Rs... Baixei em francês, e como a linguagem é bem antiga, demorei para tomar coragem e ler. Me inspirei em uma amiga que tinha comentado que havia lido. Sinceramente, fiquei meio p da vida quando cheguei no final e vi que o cara passou por tudo aquilo para terminar com uma "moral da história" tão óbvia! Mas, na realidade, o livro é bem inteligente. Talvez o final é que eu tenha achado meio bobinho.
  •  A mão de Fátima - o primeiro livro do Idelfonso Falcones (A Catedral do Mar) eu li há uns 3 anos e simplesmente amei! Mais um livro que mistura o romance com a história - naquele caso ele cobria todo o período de construção da Catedral do Mar (mais de um século), em Barcelona, e a história se mistura com a própria história da cidade. Nesse aqui ele conta a história da guerra entre mouros (muçulmanos) e cristãos na região da Andaluzia. Embora eu tenha gostado mais do primeiro, esse daqui também é muito bom!  A reconstrução do contexto histórico, e os detalhes das religiões  e dos costumes é bastante bem feita! Vale a pena.
  • Casados com Paris - conta a história do casamento entre Ernest Hemingway e sua primeira esposa. O que eu vou falar é bastante controverso, eu sei - provavelmente vai ter gente achando que eu sou uma herege! - mas a verdade é que eu não vou muito com a cara do Ernest Hemingway... risos... Não sei se porque todas as histórias pessoais dele são de violência - porque ele gostava de violência - ou porque eu li os livros dele e não achei sensacionais (como deveria?). Fato é que, nesse aqui, a personalidade machista e violenta dele são evidentes. O livro não é ruim, mas eu não simpatizei com o personagem... rs... Logo, não curti muito, não.
  • A guardião do farol - esse livro é curioso. Tem uma poesia nele... eu gostei muito de ler! Adoro livro em que a história é contada por crianças. A visão é totalmente diferente do que estamos habituados, é tão mais bonito! A história é de uma menininha criada por um personagem solitário. O encontro dos dois praticamente os "salva", de algum modo. Vale a leitura, pois nos faz lembrar de coisas que, talvez, estejam um pouco esquecidas no nosso dia a dia. Muito bacana!
  • O pacifista - o John Boyne é um dos autores que eu estou mais curtindo no momento! Já tinha lido outros 3 livros dele e quando vi esse aqui, comprei de presente para a minha mãe! Risos... eu não podia comprar pra mim (lembra da promessa?), mas podia comprar para dar de presente! Bom, eu gostei muito! A história é de um rapaz homossexual, convocado para o exército, que se apaixona por um colega. O final é tão triste quanto surpreendente, e a história é super bem contada (como eu disse, já sou fã do autor).
  • A doce vida na Úmbria - acho que eu já li todos os livros da autora (Marlena de Blasi), basicamente porque eu adoro livros que contam a maravilha que é viver em cidades lindas e pitorescas no meio da Europa... risos! Nesse daqui ela conta a chegada dela em uma cidadezinha na Úmbria, depois de morar um tempo em Veneza, e outro tempo na Toscana... Vida chata, né? E eu só na inveja nude da moça... Mas o pior de tudo foi ler sobre todas as refeições deliciosas estando numa rígida dieta sem carboidratos! Vamos combinar que ela, na Itália, só comia carboidratos!! E eu daqui, morrendo de vontade de tudo!! Rs... Mas, mesmo assim, adorei! :)
  • O grande Gatsby - vou cometer mais uma heresia... Essa foi a segunda tentativa de ler esse livro... Na primeira eu tava achando tão chato que desisti antes de chegar ao final. Dessa vez - como eu queria ler o livro antes de ver o filme - fui até o fim. Acho que eu já comentei aqui que tinha uma certa restrição contra autores americanos - só nesse post eu já apresentei minhas ressalvas contra o Hemingway e agora, estou a ponto de criticar o Scott Fitzgerald! Pois é. Embora um monte de gente venere o livro, e ele seja considerado clássico da literatura americana... eu o acho meio "truncado" (nossa... que definição ótima para um clássico, hein?!). Não sei... minha leitura não fluía... não era algo que eu estava lendo com prazer... além disso, em determinados pontos da história, você já sabe como as coisas vão se desenrolar... Enfim, na minha humilde opinião, não curti muito... (fiquei menos pior quando li um post, essa semana, de uma outra blogueira que eu acompanho, dizendo que também tentou lê-lo por duas vezes e não conseguiu... rs). Mas, pode ser que eu não tenha observado as coisas que todo mundo observa para considerá-lo um clássico... (ou não tenha apreciado o que de mais relevante há no livro, segundo uma galera, que seriam as coisas não ditas... eu, particularmente, achei que tem muito mais coisa não dita do que devia! Rs...). Não sei. Como de costume, acho que preciso ler mais alguma coisa do autor para decidir se eu gosto ou não dele...rs.
  • Maria Antonieta - mais uma biografia (embora o da Chanel não seja propriamente uma biografia, mas esse aqui é). Essa inspirou o filme (que eu adoooro!!) da Sofia Coppola, sobre a rainha que foi amada e odiada pelo povo francês. Por isso eu me inspirei a ler. De novo: uma hora me perco nos montes e montes de personagens - e, vamos combinar, que na corte francesa naquela época vivia gente demais!! No geral, eu curti, pois tem várias historietas e curiosidades daquela época, do que aconteceu, além do contexto histórico que eu curto. Mas, determinados trechos eu lia sem muito interesse (devo confessar)... Eu e os meus problemas com as biografias!
  • The Easter Parade - assim como o John Boyne se tornou um dos meus autores queridinhos, Richard Yates já está nessa lista faz alguns anos! Eu simplesmente adoro o retrato que ele faz da sociedade americana - em especial das décadas de 50 a 70. E a construção dos personagens (especialmente os femininos) é simplesmente deliciosa. Esse livro conta a história de duas irmãs, de pais separados, sendo o pai um tanto quanto ausente e uma mãe um tanto doida. Uma delas segue o modelo certinha, a outra  (a personagem principal) leva uma vida menos "comercial de margarina". O que não significa que qualquer das duas seja muito feliz. Adorei!
  • Melhores crônicas: Ignácio Loyola de Brandão -  Continuo lendo muito pouco os brasileiros... por isso escolhi esse aqui, que é um cronista que eu já curto ler. O livro é muito bom, organiza as crônicas por temas, e são vários temas, várias crônicas! Eu acho crônica é bacana de ler porque você consegue ler várias histórias de uma só vez... Além disso, é bem leve e você não se cansa (tem livro que às vezes dá uma canseeeeira...). Achei bem bacana!
  • A vida íntima de Pippa Lee - comprei esse livro há muito tempo, um pouco antes de sair o filme (por coincidência). Daí não assisti o filme porque, na minha nóia eterna, queria ler o livro antes do filme (demorei tanto que agora só se baixar em algum lugar, né?!Rs...). Gostei bastante. Conta a história dessa mulher, a ponto de começar a caminhada pela terceira idade (existe isso?!), que junto com o marido (bem mais velho), resolve ir morar numa daquelas "comunidades" para idosos, na Flórida. Aí ela começa a relembrar e reavaliar a vida dela. Eu gostei muito. Leve, divertido, uma boa leitura.
  • O hipnotista - outro que estava na estante há bastante tempo, e que eu não tinha ideia do que tratava! Sabe esses livros que você compra porque tá rolando uma promoção e daí você leva um monte só porque o preço tá bom? Pois é... eu faço isso com uma certa frequência... E não é que o livro é bom?! Suspense e violência no último grau, mas bem construído! Me decepcionou um pouco umas cenas finais - não acho que o autor precisasse apelar tanto - mas eu gostei do livro. É de um autor sueco, na linha do Stieg Larsson (de "Os homens que não amavam as mulheres", sabe?). Já sei que vou comprar mais coisas dele! 
  • Os telhados de Teerã - como eu disse, curto muito escolher os livros por conta de onde eles se passam... pra curtir o lugar também (já que eu sou doida por viagens!). Assim como eu gosto de livros que se passam em lugares que eu já conheço (e curto!), gosto também de escolher livros que se passam em lugares do mundo que eu (ainda) não conheço, justamente para experimentar um pouco dos costumes, da cultura, e tentar imaginar como é a vida, como são as paisagens e as pessoas... Esse foi escolhido por isso (provavelmente em alguma outra promoção... rs). E eu gostei bastante! Conta a história de amigos, adolescentes, que vivem no Irã justamente na época da revolução contra o Xá (pouco antes de 1979). Recomendo.
  • Os príncipes da Irlanda - olha aí os romances históricos de novo! Nossa... foram 03 só nesse semestre! Rs... O primeiro que eu li do autor (Edward Rutherford) foi "Londres" e conta a história da fundação da cidade, até os dias atuais. Esse daqui conta a história da Irlanda (ah vá! sério?!), mas não chega aos dias atuais... tem um segundo volume para terminar de contar... E eu entrei em desespero porque só descobri isso quando já estava quase terminando o livro! E a "necessidade" de comprar o próximo livro para terminar a história?! Enfim... ainda não comprei. Mas, é um livro bacana, como foi "Londres". Para quem curte, é diversão na certa!
  • O mundo pós-aniversário - fiquei um tempão namorando esse livro nas prateleiras das livrarias, e nos sites em que eu compro livros... Curti ele logo de cara, mas estava esperando o preço baixar. Não me decepcionei. Adorei a leitura. Adoro quando o autor inventa um jeito diferente de contar a história. Como quando eu li "O Código Da Vinci" e o autor vai trocando de história de um capítulo para o outro, de modo que você não consegue parar de ler, sabe?! Ou como o Paul Auster faz para contar a história de uma perspectiva que você não imagina... enfim. E esse livro tem isso. Parte de um determinado acontecimento, para ir contando como seria a história se a personagem tivesse feito uma e/ou outra escolha, naquele momento crucial (do tal acontecimento). Eu adorei! Recomendo, mesmo!
Olhando bem, eu li menos livros porque li vários livros "compridos"!! Risos...  Mas acabei de descobrir também que eu li muito livro bom!! Tá muito difícil de escolher o melhor!

Melhores leituras do semestre: Fall of giants, A guardião do farol, O Pacifista, A mão de Fátima, The Easter Parade e O mundo pós-aniversário.

Foi mal... não consegui escolher um só!

E aí? Vai aproveitar a lista para escolher um livro para ler nas férias?!

Beijos,
Tila.