quarta-feira, 18 de abril de 2012

Serviços do Peru - Bancos

Resolvi escrever mais um post sobre o tema dos serviço aqui no Peru. Nem tanto por ter sofrido com esse serviço, especificamente, nos últimos dias - na verdade faz um tempão que eu tô pra escrever esse post e nada... - mas mais porque eu passei um perrengue danado com o meu banco no Brasil, daí lembrei dos bancos daqui... enfim... a mente humana trabalha de forma indecifrável, de vez em quando!

Tenho uma amiga, que hoje mora em Quito, e descreveu muito bem como é a cidade que ela está morando: "é como se eu estivesse vivendo nos anos 80!"

Conceito e definição que vou tomar emprestados, pois se aplicam perfeitamente ao Peru. Aqui também é assim... muita gente se veste como se estivéssemos nos anos 80. Definitivamente, todo mundo se penteia como se estivéssemos nos anos 80 (nenhuma mulher aqui jamais ouviu falar de cabelos curtos... todo mundo adoooora cabelão! E os penteados, junto com os vestidos, "de festa"...). O trânsito é aquele inferno de total falta de respeito (ainda não começaram a colocar em prática o conceito da multa, por aqui). E os serviços... ah, os serviços... além do desconhecimento da máxima "o cliente tem sempre razão", a qualidade da prestação é algo somente comparável a alguns lugares bacanas que eu conheci em Brasília, berço da expressão "tem, mas acabou" e sua equivalente "tem, mas tá em falta".

E, embora eu tenha estagiado em Brasília - em matéria de serviços ineficientes - o que me fez melhorar um pouco em termos de expectativas (baixando-as vertiginosamente, depois de ter saído de São Paulo - sim, pois ali é, infelizmente, um outro planeta, comparado com algumas cidades do Brasil...), quando cheguei aqui e tive de encarar o sistema bancário dos anos 80... me bateu um certo desespero.

Os bancos aqui, pra começar, não permitem que você faça praticamente nada pela internet. Não dá para pagar suas contas, não dá pra transferir dinheiro, não dá pra fazer nada. E eu, que há mais de 10 anos não entrava em uma agência bancária para resolver nada da minha vida financeira (exceto por uma vez em que clonaram meu cartão e precisei resolver pessoalmente), quase tive uma síncope.

 Ou seja, teria de ir ao banco para fazer tudo! Fala sério! Eu tenho alergia a banco!!

Para piorar, os bancos aqui não têm sistema de compensação integrado. Sendo assim, se você tem de pagar sua conta de luz, ela só é aceita no banco X, no banco Y e na sede da companhia de luz. O mesmo com a conta de telefone, de celular, de gás... e por aí vai... Fácil, né? 


Ah... e é claro que nem todas as contas são "pagáveis" no mesmo banco... não é que tem um banco federal ou estadual que aceita todas as contas dos serviços básicos... não... é cada uma em um banco, mesmo!!! Ou seja, além de ter de ir ao banco, você tem de ficar pulando de banco em banco pra pagar suas contas! 

Claro que nesse esquema bizarro os bancos abrem de segunda à sexta, das nove às seis e aos sábados das nove à uma da tarde... também, só assim pra todo mundo conseguir fazer, a tempo, tudo que precisam fazer nas agências...

E a dificuldade que é para para pagar seu cartão de crédito? Sim... porque, além de não dar para fazer nada pela internet, e pela ausência do sistema (básico!) de compensação, não existe débito automático! Claro que não! Então, as contas do meu cartão de crédito do HSBC, não podem ser debitadas automaticamente da minha conta do HSBC. Incrível, não? Welcome back to the 80's!!!

O pior é que outro dia eu fui pagar o cartão, mas tínhamos perdido o extrato. Fui até a agência, e ainda perguntei pro marido se ele achava que eu ia poder pagar, afinal, o cartão está em nome dele, eu sou dependente... a resposta foi: "Meu, você tá indo PAGAR uma conta... não é possível que eles vão encrencar com isso, né?"

Será? Claro que não! Se você não estivesse abduzida nos anos 80!

Chegando lá eles queriam o numero do cartão. Mas, minha senhora - eu tentei argumentar - é o cartão que está vinculado à minha conta corrente! Essa aqui ó!

E ela: "Mas a senhora não é a titular do cartão."

Eu: "Não, mas sou titular da conta, que é conjunta com o titular do cartão E, mais importante, estou querendo pagar!"

Ela: "Ah... não... sem o número do cartão eu não posso fazer a transação, pois não consigo identificar o cartão no sistema, para puxar o extrato e saber o valor devido no mês. A senhora quer fazer um pagamento de uma quantia qualquer?"

Eu: "Claro que não! Eu quero pagar exatamente a quantia que estou devendo!"

Ela: "Ah... então só com o número do cartão."

Saquei o celular da bolsa, e quando estava discando pro Fred, pra perguntar qual era o tal do número:  "Senhora, não é permitido usar celular dentro da agência."

Sério.

Saio da agência, perco o lugar na fila - porque em banco onde o cliente tem de fazer TUDO na agência, costuma haver fila - consigo o número do cartão e só então, depois de enfrentar a fila novamente, consigo fazer o que deveria ser um simples pagamento de cartão de crédito!

Inacreditável, não é?

E todo o tempo eu pensava: se o HSBC tem sistema funcionando no Brasil, porque diachos ele não tem um sistema funcionando aqui também?! Nem que fosse só pra ter débito automático do cartão! Depois pensei em sugerir um acordo de cooperação entre Brasil e Peru na área de tecnologia bancária... mas, enfim... São coisas do Peru. 

E assim a gente vive por aqui... em 2012, mas em plenos anos 80!

Beijos,
Tila.

PS: meu banco no Brasil é o Santander... mas depois que deixou de ser Real/ABN Amro, e virou filial do espanhol, sinceramente, penso 20 vezes por mês se não seria melhor mudar para qualquer outra instituição... será que eles têm tantas saudades assim dos anos 80?! Eita servicinho porcaria!!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Finzinho de verão

Já comentei sobre a praia daqui de Lima, e como dá pra aproveitar um pouquinho - ainda que não seja o tipo de praia com a qual nós brasileiros estamos acostumados...

Mas como vocês já sabem verão aqui em Lima tem data certa pra terminar e, por isso mesmo, a gente tem de aproveitar ao máximo o (curto) tempo que temos com o sol brilhando por aqui! Afinal, só dá para aguentar o período de "branco total" se soubermos que aproveitamos ao máximo enquanto tínhamos o sol colorindo nossos dias!

Além da praia - que é uma experiência bacana e eu recomendo - acho que aqui em Lima, o que é realmente obrigatório aproveitar durante o verão é o (sensacional) pôr do sol que temos por aqui!  Considerando que se trata, realmente, de um milagre da natureza - e também porque eu não sei quando terei outra oportunidade de morar de frente pro mar, ou seja, na primeira fila do espetáculo - prometi a mim mesma que sempre que puder vou aproveitar! Assim, todos os dias, por volta das 17hs eu já começo a dar uma espiada para ver como o dia vai se despedir. Nem todo dia tem pôr do sol... tem dia que embora faça sol pela manhã, à tarde o sol fica meio tímido e se esconde atrás das nuvens que teimam em aparecer no horizonte...

Mas, em compensação, quando a tarde está clara, ou quando, às vezes, embora tenha se escondido por um bom período do dia, o sol resolve aparecer só para nos brindar com toda sua beleza... ah... aí vale a pena largar tudo que estivermos fazendo, para sentar na varanda e apreciar o espetáculo!

E conforme vai chegando o fim do verão - oficialmente já estamos no outono, mas como a gente tem sol por aqui (se tudo der certo!) até meados de abril... - parece que os entardecerem se tornam cada vez mais bonitos! Ou, pode ser também, que eu já esteja me despedindo dos lindos dias de verão, e por estar me preparando - com certo pesar - para os dias brancos, esteja achando tudo cada vez mais lindo! Por isso a máquina fotográfica tem sido minha fiel companheira nos entardeceres deste verão. Registro tudo, não só para poder gravar essas imagens para sempre, mas também para poder revê-las durante o inverno... assim posso trazer um pouco mais de cor para os dias difíceis... risos... 

A verdade é que, cada dia mais apaixonada pelo entardecer, pelo pôr do sol (e pelos momentos após o pôr do sol, quando o céu fica tingido das cores mais lindas!!

Sendo assim, perdoem-me pela insistência, mas vou colocar aqui mais umas fotinhos que justificam minha paixão pelo pôr do sol daqui! Além disso, vocês vão ver como, realmente, cada dia o sol se deita de um jeito diferente (cada foto foi tirada num dia diferente)!










Diz aí: não é incrível?!

Beijos,
Tila.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Diário de Viagem - Chincha Alta

Num dia desses nós resolvemos que precisávamos aproveitar o verão (que é muito curto!) para viajar!Quando morávamos no Brasil a gente adorava viajar no fim de semana, pra alguma pousadinha gostosa, algum hotelzinho diferente! O programa era divertido, não era caro, e a sensação de viajar é sempre ótima! Assim, saímos em busca de algum hotel bacana em que pudéssemos passar o fim de semana... alguma coisa pertinho, que desse pra gente ir de carro e, se possível, aproveitar uma praia!

O problema é que esse conceito de hotel bacana parece que ainda não chegou por aqui. É super restrita a oferta de hotéis com algum charme, ou de pousadinhas aconchegantes, especialmente se você não está no roteiro de Cusco. Resort então é algo que ainda não chegou em terras peruanas (exceto, novamente, por Cusco...).

Sendo assim, tava meio difícil a gente encontrar um lugar... Podíamos ir para Paracas, que daria para ir de carro e há dois hotéis bacanas (o Hilton e o Libertador), mas eu já tinha ido pra lá com meus pais (tá faltando um post sobre isso!) e, sinceramente, embora o hotel seja legal (ficamos no Hilton), não era exatamente o que estávamos buscando para o nosso fim de semana despretensioso - até porque, o preço é meio salgadinho.

Depois de uma pesquisa em vários sites para ver se encontrávamos um destino próximo a Lima, com praia e um hotel legal - sem sucesso - decidimos mudar a estratégia e encontrar um hotel da cadeia Casa Andina, que tivesse disponibilidade e em algum lugar interessante. Casa Andina é uma cadeia de hotéis que tem aqui no Peru, com opções variadas - de categorias diferentes, espalhados pelo país. Embora nunca tivéssemos nos hospedado em nenhum dos hotéis dessa cadeia, passamos por vários aqui em Lima, em Cusco, Puno e Arequipa, e nos pareceram simpáticos e confiáveis.

Encontramos disponibilidade numa cidade ao sul de Lima, chamada Chincha Alta. Pelo mapa ela ficava relativamente perto do litoral - ou seja, se quiséssemos daria até para dar uma chegadinha na praia - e o hotel pareceu bem agradável, com uma piscina bem gostosa! Resolvemos ir pra lá!

Tivemos um compromisso na sexta à noite, então só viajamos no sábado de manhã. A distância de Lima à Chincha é de aproximadamente uns 200 kms. Mas a viagem é tranquila, pois a estrada é boa, não é tão movimentada.

Aqui cabe um parênteses interessante. No verão a estrada fica bem mais cheia, especialmente até Ásia, que é a praia dos mais "abastados" (que fica a aproximadamente 100kms de Lima). É impressionante, mas durante o verão todo mundo sai de Lima no fim de semana! (todo mundo que tem grana, claro!) Tem até padarias, lanchonetes e afins que fecham durante os fins de semana do verão!

E algumas empresas dispensam os funcionários mais cedo na sexta-feira para que todos possam aproveitar! Delícia, hein?! Eu acho tudo isso bem interessante, pois realmente o verão aqui é a estação diferente! Animada! Aquela em que dá pra aproveitar  de verdade!! Inclusive os que não podem viajar aproveitam, ao menos, as áreas livres da cidade, o calorzinho, o sol (e até a praia de Lima, porque não?!)! Afinal, são só 4 meses do ano, então a galera tem de aproveitar, mesmo!

Os abastados vão todos pra Ásia. Todo mundo aluga casa por ali. Durante o verão eles montam um "Boulevard", com os principais restaurantes e lojas de Lima. É meio esquisito porque, acabou o verão eles desmontam tudo! 

Também é meio estranho pensar que a pessoa tá indo pra praia para mudar de ares, fazer alguma coisa diferente, mas encontra à sua disposição exatamente as mesmas coisas que tem em Lima... Além de encontrar as mesmas pessoas! Risos... E, por fim, devo acrescentar que a praia é feia. Areia dura e escura... parece aquela praia que tem na cidade de Santos! Rs... (me perdoem os santistas, mas tem praia muito mais bonita no Brasil...) E as praias são todas reservadas para os condomínios. Ou seja, um troço bem elitizado mesmo! Eu acho beeeem esquisito, mas... aqui é assim.

Ok. Fechei o parênteses.

Chegamos em Chincha bem na hora do almoço e aproveitamos para sair e conhecer a cidade(zinha). Nosso quarto ainda não estava disponível, então pedimos, também, a indicação de um restaurante bacana e de algum lugar interessante para visitarmos.

Chincha é um povoado. É uma cidade muito pequena! Chegando na cidade fomos cercados por "tuc tuc's"... sabe? Aquele meio de transporte que nada mais é do que uma moto, com uma capota, que carrega um banco para 2 passageiros atrás? Vou colocar uma fotinho pra ilustrar. Aqui em Lima, especialmente nos bairros mais pobres, tem muito tuc tuc... Mas em Chincha não tinha carro. Só tinha tuc tuc!! Risos...


Uma fotinho do ataque dos Tuc Tuc raivosos! (afinal, estamos no Peru e o trânsito aqui, você já sabe...)





Fomos visitar a praça central, com direito a coreto e igreja, claro! Como era sábado a cidade tava bem movimentada - apesar de ser hora do almoço e estar um sol de rachar coquinho!


A igreja, na Praça Central


O coreto, na Praça Central, num sol de rachar coquinho
Vai um sorvetinho aí?!
Em Chincha mesmo (na cidade) foi isso. Não tinha mais nada para conhecermos. Mas, a região é conhecida por aqui por ser o berço do povo (e do folclore) afro-peruano. Realmente, aqui em Lima - e no Peru, em geral - é bem difícil encontrarmos negros. Para dizer a verdade, eu acho que se vi 2 negros aqui em Lima, desde que chegamos, foi muito! (exceto, é claro, os representantes de países africanos que eventualmente encontramos nos eventos do mundinho diplomático)

Seguimos, então, para o distrito de El Carmen - que nada mais é do que um bairro, meio afastado dali do centro de Chincha (acho que andamos uns 15 kms) - onde vive a população afro. E se Chincha já era pequeno, El Carmen é minúsculo! Fomos até a Praça Central, que é onde termina a estradinha em que estávamos, que tem a tradicional igreja e o coreto. Pouquíssima gente na rua e na praça. Aliás, a cidade estava parecendo cidade fantasma... em primeiro lugar porque eu não acredito que more tanta gente em El Carmen... talvez o mesmo número de hóspedes do nosso hotel. E, em segundo, porque já passara da hora do almoço, continuava um sol de rachar e acho que todos os habitantes dali estavam fazendo a "siesta"... 

Encontramos uns garotos que com toda sua astúcia perceberam que éramos turistas e se ofereceram para cantar e dançar para nós (educadamente declinamos), e um rapaz que passou de bicicleta e, também, muito observador, ao perceber que éramos turistas, nos deixou um folheto para que conhecêssemos o centro de turismo da cidade. 

Depois de uma breve olhadela na igreja - que era bem bonitinha, por sinal - o Fred fez questão de passar no tal centro de turismo. Nada mais era do que a casa de uma família, que foi surpreendida com a nossa chegada - o pai de shorts e sem camisa, a filha correndo atrás do cachorro pela sala, e a mãe escondida (provavelmente lavando os pratos do almoço), que veio nos receber depois de um grito do pai (algo do tipo: "chegaram dois turistas!").


Ali, na sala da casa, havia uma pequena estante com alguns objetos de cerâmica, representando a cultura e o folclore afro-peruano. Além disso, havia uns 3 cartazes de alguns eventos ocorridos há anos, e 2 camisetas de Chincha, para os interessados. 

Como não tínhamos muito o que visitar ou conhecer da história da cidade, já que não havia material disponível, comprei um casalzinho afro de cerâmica, como "recuerdo", e que hoje enfeita nossa estante de souveniers de viagens! Simpático o casalzinho! O de cerâmica. O outro praticamente não falava...


Seguem as fotinhos de El Carmen.


A movimentada El Carmen

A igreja, na Praça Central

O Salsódromo

O Centro de Informação ao Turista


Saindo dali fomos até uma fazenda chamada Hacienda San Jose, construída no século XVII, e que foi uma das maiores produtoras de açúcar da região. Era conhecida também pelo grande número de escravos que possuía. O passeio é interessante porque a fazenda está super bem conservada - e em poucos meses se tornará um hotel, pois estão terminando as reformas!


O casarão é lindo, e os arredores também. O lugar é tranquilo, cheio de árvores e com uma brisa que me fez ter muita saudade de passar a tarde lendo um livro numa rede! 





A visita inclui um tour pelas catacumbas da fazenda. São uns corredores minúsculos - e sem luz - por onde os escravos eram conduzidos para serem negociados. Eu não curto catacumbas, ainda mais sem luz (a gente tinha de ir carregando as próprias velas, e o breu era total!). Mas o Fred adorou! Só de pensar que os escravos deviam ser muito mais altos do que eu, e pra mim já era difícil passar pelos corredores e não bater a cabeça em algumas passagens, já me dava um aperto no peito!


Sente o drama.



Dali seguimos para o tal do restaurante indicado, que aliás, é um restaurante meio famoso por servir comida típica da região (com presença até no Mistura, que é um festival gastronômico famoso que rola aqui em Lima, anualmente). Chama-se El Refugio de Mamainé. Fica no meio do caminho entre Chincha Alta e El Carmen e, embora pareça também uma vila fantasma, parece que todos que estavam por ali foram almoçar no Mamainé... Estava bem cheio - tanto pro horário (já devia ser por volta das 15hs), como pro lugar (que é no meio do nada).


Foi interessante voltar no tempo e tomar Coca-Cola na garrafa de vidro de um litro. Tudo bem simples, e até aí, tudo ótimo! Mas, sinceramente, não gostei da comida... Não achei saborosa e sim muito pesada! Acho que foi o primeiro restaurante que eu fui aqui que não curti... Apesar de ser uma experiência sociológica - o restaurante é rústico, bem típico, com fotos de vários eventos folclóricos e culturais que eles participaram, com música tocando e as pessoas dançando, até a própria Mamainé aparece para dar seus passinhos... - não valeu a pena almoçar ali, não. 


Depois voltamos para o hotel e ainda deu pra aproveitar uma piscina no fim da tarde! À noite, sem muito pique para jantar ou sair, ficamos no bar do hotel lendo e aproveitamos pra pedir um docinho... fim do dia... sabe como é, né?! Não resisti. Provei uma das especialidades da região: sorvete de figo. Por toda a estrada, já perto de Chincha Alta a gente viu diversas barraquinhas vendendo sorvete de figo. Fiquei intrigada e resolvi provar.


Sem dúvida, o melhor de tudo da viagem! Um manjar dos Deuses!! Servido com uma torta quente de pecãs! Maravilhoso! Tão bom que no dia seguinte eu repeti! Foi meu "jantar" nos dois dias!! :)


E depois de tudo isso ainda tivemos mais uma experiência digamos... diferente... No domingo de madrugada eu acordei com tudo sacudindo! Veja bem... o terremoto tava forte, pois EU acordei, de tanto que balançava! De fato o epicentro foi numa cidade bem perto de onde estávamos, e o balanço foi de 6,2 na escala... Só deu tempo de acordar o Fred, abrir a porta do quarto e sair correndo! Por sorte o quarto era como um chalé, no térreo, e deu pra sair rapidinho! Nenhum incidente maior, só o susto, mesmo... ufa!


No fim das contas a gente nem foi pra praia... mas tudo bem! Valeu a pena conhecer mais um pedacinho daqui do Peru! Viajar é sempre bom, né?! Tanta coisa diferente pelo mundo pra gente conhecer! 


Beijos!
Tila.

domingo, 25 de março de 2012

Vamos a la playa!!



Quando cheguei aqui em Lima - e até mesmo antes de vir pra cá - todo mundo dizia que o mar daqui seria geladérrimo... que seria impossível tomar banho de mar... que ainda que fizesse um calorzinho bom, no mááááximo daria para colocar um biquíni e tomar sol, porque a água era impraticável... Notícias super animadoras pra quem é carioca e adora uma praia, né?

Como eu nunca tinha colocado meus pezinhos no Pacífico, mas sempre tinha escutado que a água realmente era mais gelada do que a água do "nosso lado" do continente, fiquei meio decepcionada com as dificuldades que a praia limenha apresentava...

Sendo assim, no verão passado, nem me atrevi a descer pra praia... até fui dar um passeio, mas só pra ficar mais pertinho do mar... nada de biquíni... só tênis e bermuda, mesmo.

Até que nesse ano recebi ilustres visitantes que fizeram questão de provar o banho de mar limenho e, com isso, em um dia bem ensolarado nos enchemos de coragem e descemos pra praia - eu, minha mãe e minha tia!

Para falar bem a verdade, minha mãe não estava muito animada com o passeio, pois - embora seja carioca - morre de medo de mar! Só toma banho de baldinho, pagando aquele mico básico em Ipanema, Leme, Copacabana, ou qualquer outra praia no Rio... O baldinho só fica de lado quando o mar é realmente uma lagoa, daqueles que a gente só encontra em Jericoacoara, Boa Viagem, Porto de Galinhas e outras praias brasileiras parecidas com o mar do caribe... fácil!

Como aqui é praia de surfista, com muita onda e tudo o mais - e era isso que víamos o tempo todo, daqui das nossas janelas: ondas e surfistas - acho que ela tava com um certo receio de se afogar e, por isso, nem tava muito empolgada com o passeio... Mas eu minha tia estávamos adorando!

Para quem não conhece a praia daqui de Lima - e eu sequer imaginava que seria assim, até chegar aqui - ela é bem diferente do que estamos acostumados. Em primeiro lugar porque não tem areia... e aí está o maior problema e a maior dificuldade...

Eu já tinha ido em praias de seixo, mas seixos pequenos. Eles machucam o pé na hora em que pisamos, mas não é nada que um par de havianas não resolva. O problema aqui é que não são apenas seixos pequenos... mas seixos e pedras, de todos os tamanhos! Tem seixo pequeno, mas também tem pedra de mais de 30 centímetros de "diâmetro"... É difícil. Não só andar por ali, mas sentar... não é nada confortável... dói tudo! E nós não tínhamos cadeira de praia, nem uns colchonetes de ginástica - que o povo costuma levar pra praia aqui, porque, é sério... ninguém merece!! 

Mas, enfim... a maior dificuldade mesmo, ainda estava por vir: entrar na água, ficar na água, sair da água!

Engana-se quem acha que o problema é a temperatura da água. Aliás, perto do resto a temperatura não é sequer um problema! Já peguei água muito mais fria no Rio... aquelas correntes geladérrimas que duram uma semana, às vezes... daquelas que a gente entra e começa a dar câimbra nas pernas! Pois é. Aqui não é assim. A água não é quentinha como nossas praias no nordeste, mas pra quem entra no mar no Rio, é sussa!

O problema sério aqui são as pedras. 

A gente não consegue se equilibrar, pois as pedras de dentro d'água são grandes. Mas não tão grandes que a gente consiga colocar os dois pés sobre a mesma pedra. Tampouco são pedras planas, sou seja, você até consegue colocar um pé sobre cada pedra, mas o pé não firma! Primeiro porque a pedra é arredondada e escorregadia demais!! Segundo porque a água tá batendo e você tem de lutar com o "balanço" do mar... Terceiro porque a gente tinha de se preocupar em prender as havaianas nos pés, pois o mar ia batendo, a gente se desequilibrava e nada da bichinha ficar quieta no pé... era um tal de perder a havaiana e sair desesperada atrás dela... porque aqui o mar puxa! Mesmo na beirinha, ele puxa!!

Sente o drama.










E, além de tudo isso, eu não conseguia parar de dar risada com a minha mãe tentando entrar na água!

Sério. Acho que eu nunca ri tanto com um simples banho de mar!! Foi hilário!! Nós parecíamos três patetas!!! Mas foram os 15 minutos mais divertidos do ano!!

E pra sair da água foi ainda pior do que pra entrar!! Não sei exatamente porque... talvez porque a gente esteja de costas pras ondas e fique mais difícil prever a hora que ela vai te desequilibrar...

Depois a gente nem ficou com tanta vergonha... pois mesmo os "locais" na hora de entrar e sair do mar sofrem demais, também! Não fizemos tão feio assim...

No fim das contas, nós percebemos que além das cadeiras e/ou colchonetes (daqueles de ginástica ou de yoga) - que são materiais essenciais para a praia limenha - seria bom comprarmos uma espécie de sapatilha, própria pra entrar em mar de pedras... é uma sapatilha de neoprene, com a sola emborrachada, que facilita a vida da gente! Conseguimos encontrar (baratinho) numa loja aqui e nossa segunda incursão à praia já foi mais simples, pois não precisávamos mais nos preocupar em prender e caçar nossas havaianas (muito embora as demais preocupações já atrapalhassem um pouco a performance de sereias...).

Depois de tudo isso eu ainda ganhei uma cadeirinha de praia, pra poder aproveitar melhor o sol, quando eu quiser matar saudades da praia - afinal, quem não tem cão caça com gato e, apesar de dar um trabalhão, e não ser a mesmo coisa que as praias brasileiras, o passeio vale a pena!

Ontem, depois de bastante tempo, fez um dia lindo, num sábado! Consegui convencer o marido a ir comigo pra praia! Claro que ele foi no melhor estilo "sou paulista e não abro!": de bermuda, camiseta e tênis... ainda "roubou" minha cadeirinha, pra ficar lendo um livro... Mas, tudo bem porque pelo menos ele foi comigo! E eu, toda empolgada, tomando sol deitada nos seixos (fingindo que era uma boa sessão de shiatsu -meio agressiva, mas ok!), feliz da vida! É verdade que só tomei um pouquinho de sol, pois logo em seguida o sol se escondeu por trás de uma nuvem e não deu mais as caras... mas, pra quem é doente por praia como eu, só de ficar vendo as ondas batendo, e sentindo a brisa do mar de pertinho, já vale a pena!

E assim, se você quiser vir pra cá no verão, eu recomendo que vá sim à praia! Não é a praia que estamos acostumados, mas quando a gente conhece novos lugares, as experiências têm de ser diferentes, mesmo, não é?! Portanto, acho que vale a pena! Nem que seja pra você rir de si mesmo!!

Beijos,
Tila.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Chá de sumiço

Tomei um susto agora que entrei aqui para escrever esse post... faz séculos que eu não escrevo nada aqui!! Eu meio que já sabia que o blog andava meio abandonado... e, por isso, aliás, que eu vim aqui escrever esse post... mas não me toquei que a situação estava assim tão desesperadora!! Quase dois meses sem escrever! Realmente, um absurdo!

De toda forma, perdoem-me pela ausência... queria ter escrito um post para comemorar um ano que estamos aqui (sim... já passou um ano... mais precisamente um ano e quase dois meses, pois chegamos em 15 de janeiro do ano passado)... mas passou e eu não escrevi nada... (agora fica pra comemoração dos dois anos...risos)... Tenho de escrever também sobre a viagem que fizemos a Chincha - e o terremoto bizarro que a gente pegou por lá... Além desses, tenho ideia para outros posts, e vou ver se tomo vergonha e volto a escrever com mais frequência... prometo!

No último mês minha mãe e minha tia Nana vieram para cá e ficaram quase o mês inteiro... foi ótimo! Passeamos bastante, até viajamos pelo sul do Peru (vou fazer um post sobre isso também!), fomos a vários lugares aqui em Lima, deu pra aproveitar e matar as saudades!! Por isso também eu não consegui escrever nada...

E é claro que assim que elas foram eu fiquei num banzo só... mas é assim, mesmo... vida de quem mora longe é um vai e vem só... e a gente tem de saber lidar com as saudades e a falta que todos nos fazem...

Também estou meio de bode com algumas coisas daqui do Peru - em especial com a desorganização e com o trânsito maluco (que pra mim significa uma falta de respeito generalizada), mas que são coisas com as quais a gente também tem de saber (ou aprender a) lidar... infelizmente... Aí faltam ideias positivas pra escrever... e eu não quero escrever pra esculachar com o povo daqui... 

Então, acho que estou precisando me concentrar, num matra bem zen, pra ver se eu consigo superar esse momento tolerância zero pelo qual estou passando... e poder voltar a escrever coisas bacanas! Enquanto o mantra e o chá de camomila não fazem efeito, me afasto do volante pra ver se diminuo a tensão, pelo menos... (tenho pedido pro marido dirigir pra todo lado, pra me poupar um pouco do stress...rs...)... e tento relevar as coisas que minha assistente de assuntos domésticos não faz (nossa... tenho estado muito p da vida com tudo que ela não faz!).

Enfim, prometo que nos próximos posts eu volto mais animada... risos... esse aqui era mesmo só pra dizer que eu não abandonei meu blog, embora - momentaneamente - ele tenha ficado meio desativado...rs.

Beijos,
Tila.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Encontros e despedidas



Hoje uma amiga querida está deixando Lima - ela e o marido seguem para o próximo posto da carreira... Ontem teve almoço de despedida e depois happy hour de despedida... e essas despedidas... ai... essas despedidas ainda me matam!

Claro que quando escolhi viver essa vida, pelo mundo, já sabia que as despedidas viriam e que eu teria de lidar com elas com bastante frequência... mas confesso que é uma coisa muito chata!! A gente sobrevive, claro... mas eu não sei se algum dia vou me acostumar...

Primeiro eu tive de sair de São Paulo, deixar família e amigos, quando casei e fui morar em Brasília. Proibi todos os meus amigos de se despedirem de mim! Afinal, a minha festa de despedida foi, também, minha festa de casamento... não ia ser legal a noiva passar metade do tempo se debulhando em lágrimas, certo? Sem contar que ia borrar maquiagem, estragar as fotos, e o clima da festa ia pras cucuias! Não... proibi, mesmo! 

Depois tive de sair de Brasília... e foi um tal de almoço de despedida, jantar de despedida, happy hour de despedida... Sério! Passei umas duas semanas só dizendo "tchau" (e segurando as lágrimas)! E depois eu ainda fiquei um mês em São Paulo, antes de vir pra Lima, pra me despedir (novamente) do pessoal de lá!!

Claro que as despedidas fazem parte das mudanças, claro que eu queria encontrar todo mundo antes de ir embora... mas dá uma tristeza... uma tristeza continuada, sabe? Daquelas que não param de doer!

E aí, quando a gente acha que tá tudo sob controle, porque afinal a gente se prepara para nossas despedidas - que bem ou mal só devem acontecer a cada dois ou três anos, quando nós nos mudamos - os amigos que a gente faz, pelos lugares que a gente passa, começam a se despedir da gente!! Ou seja, as despedidas fogem do nosso controle e começam a pipocar no tempo, antes do que tínhamos previsto!

Lama... total!!

E a gente começa a sentir saudade antecipada, e começa a pensar em todos os outros amigos que estão por perto e que, uma hora ou outra, vão se despedir da gente...

Uma das melhores coisas de chegarmos num País novo são os encontros, quer dizer, os amigos que fazemos por aqui! Nós tivemos sorte de encontrar pessoas incríveis e fazermos amizades sinceras, que, certamente, vamos carregar para todo canto do mundo, com ponto de encontro marcado, no futuro, em Brasília... Não posso reclamar disso, aliás, só tenho a comemorar! 

Mas não é que esse povo resolve ir embora, assim... de uma hora pra outra?! (ok... teve um aviso prévio de uns 2 ou 3 meses... mas mesmo assim! Lama!)

Claro que racionalmente a gente nem precisa fazer esse "drama", nem sofrer tanto por conta disso porque, bem ou mal, a gente sente saudade, mas não fica ausente. É só saber se fazer presente, não é? E quando a gente quer, a gente consegue. Arruma um tempinho, dá uma ligadinha, escrever um e-mail, bate um papo, troca mensagens pra saber das novidades, nos vermos ao vivo pelo computador! Afinal, é (também) pra isso que serve essa tecnologia toda!

Mas, mesmo assim, a gente sente saudade de sentar pra tomar um café com o amigo... sente saudade de se encontrar e dar risada, ficar batendo papo sobre nada e sobre tudo... saudade de comentar as pequenas coisas que  acontecem no dia a dia... Enfim, temos dias melhores e dias piores nesse exercício diário de "aprender a sentir saudade"...

Como já disse Vinícius de Moraes - que não por acaso, foi diplomata - "A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida". Fico feliz por ter encontrado tanta gente bacana até agora, nessa vida de caixeiro viajante! 

E, no fim das contas, como disse uma amiga, é melhor sentir saudade, pois "triste é não ter saudade de nada nem de ninguém"!

Beijos! Saudades!
Tila.

PS 1: o post é em homenagem à Thaís, uma amiga querida que eu fiz aqui em Lima, e que eu vou reencontrar pelo mundo! Mas é claro que se aplica também a todas as minhas amigas queridas de São Paulo, de Brasília e do resto do mundo!

PS 2: a fotinho é de um blog que eu adoooooro, que tem frases incríveis! É esse aqui ó: i can read

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Minhas Listas: Livros - jul/dez 2011

Estava aqui pensando sobre o que escreveria no meu primeiro post do ano... tenho tanto pra escrever! Afinal, saí de férias, fiquei um tempo em São Paulo, matei saudades de um monte de gente... tenho várias coisas pra contar, mas não conseguia decidir sobre o que escrever...

Aí lembre que eu fiquei devendo a lista dos livros lidos no segundo semestre de 2011!! Como várias pessoas ainda estão de férias, resolvi cumprir  minha promessa e "prestar esse serviço" - uma ajudinha básica - para meus amigos que estão em busca de uma boa leitura para esse período de "tranquilidade" que antecede o verdadeiro começo do ano... rs...

Então, vamos à lista!
  • "Voz sem saída" - não gostei muito não... não conhecia a autora e, embora a forma dela escrever seja interessante, a história me pareceu um pouco solta... meio sem propósito... 
  • "No teu deserto" - o autor é português e a escrita é um tanto poética. A história (de amor) é triste, mas bonita. Gostei! Já tenho outro dele na estante para ler.
  • "A casa demolida" - gostei muito! Nunca tinha lido nada do Sérgio Porto, mas adorei a prosa poética e a saudade que ele demonstra dos tempos de infância e juventude!
  • "O jardim de cimento" - eu gosto bastante do Ian Mc Ewan, apesar de não ter curtido alguns dos livros dele. Esse aqui é controverso - tem trechos muito pesados, além da temática ser pesada. Mas, independente das histórias que ele conta eu adoro o jeito que ele escreve. De toda forma, valeu a leitura!
  • "O amor no tempo do Cólera" - clássico. Um pouco pesado em algumas passagens, mas eu gostei bastante!
  • "Perto do coração selvagem" - esse é primeiro livro de Clarice Lispector. Por incrível que pareça, não me lembro de ter lido outro livro dela, antes deste... peguei  emprestado para ler depois que vi uma palestra sobre um livro que comentava sua obra. A forma dela escrever é complexa, o fluxo de palavras acompanha os pensamentos do personagem, o que, por vezes, pode se tornar meio confuso. Achei uma leitura difícil, mas tenho outros dois dela na estante, que eu quero ler para entender melhor seu estilo.
  • "A infiltrada" - tem gente que não curte ler esses livros de suspense, tramas internacionais, ação... mas eu gosto sim! Livro é pra gente se divertir, e embora seja muito legal ler os clássicos e se deleitar com uma prosa elaborada, ou uma poesia bem escrita, também é ótimo ler uns livros mais leves, pelo simples prazer de ler! Esse é o caso! Devorei em poucos dias. Já comprei outros dois do mesmo autor (Daniel Silva), para poder devorar também!
  • "O Deus das pequenas coisas" - ganhador do Booker Prize (em 97), comprei porque me identifico mais com essa seleção do que com a seleção do Nobel - já tentei ler Cortazar e não consegui! Gostei do livro. A leitura não é leve, o tema também não, mas gostei do jeito de escrever do autor.
  • "O palácio de inverno" - do mesmo autor de "O menino do pijama listrado", que eu adorei (apesar da tristeza do tema, achei que o narrador traz o contraponto ideal, que me fez gostar de ler). A temática aqui é totalmente diferente, mas muito interessante! O conteúdo histórico também é bem bacana. Gostei bastante!
  • "Desilusões de um americano" - não curti. Achei a leitura muito difícil, muitos temas envolvidos ao mesmo tempo, uma confusão muito grande. Cansativo demais.
  • "À caça de Harry Winston" - mais um livro leve e delicioso de se ler! Estilo "Bridget Jones", sabe? A autora é a mesma de "O diabo veste Prada"... Ou seja, a gente escolhe já sabendo que é uma leitura sem pretensões e divertida! Sendo assim, devorei! 
  • "Amor em São Petesburgo" - aparentemente eu estava numa época meio russa... segundo romance com a mesma temática em menos de 1 mês! Rs....  Gostei mais do "O palácio de inverno". Esse é bonzinho... não sei se foi a tradução que não ajudou, mas tem passagens que a escrita é muito pobrinha...
  • "O mar" - mais um que veio parar na estante por conta do Booker Prize (esse ganhou em 2005), mas não gostei muito não... Achei que ele se perdeu um pouco ao contar a história... 
  • "Um crime entre cavalheiros" - estilo Simenon, Agatha Christie, e outros de suspense... como eu disse, eu gosto desses livros, especialmente quando a gente precisa de uma leitura leve depois de uma leitura que não foi tão boa (a lista está em ordem cronológica... ou seja, peguei esse aqui depois de ler um que eu não tinha curtido tanto...). Não é uma obra prima, mas dá para se divertir e espairecer.
  • "Corcovado" - roubei da estante da minha mãe, sem muitas pretensões, mas gostei bastante! O tema é diferente e interessante - a história da construção do Cristo Redentor - e ainda traz um retrato histórico do Rio de Janeiro daquela época (décadas de 20 e 30). Me surpreendeu! Gostei!
  • "Histórias para ler sem pressa" - acho os contos árabes, no geral, bem interessantes. Esse livro, contudo, não tem uma seleção muito boa. Alguns são bacanas, mas no geral, não valeu a pena...
  • "O passado" - comprei sem ter assistido ao filme. A história é muito interessante, a escrita também é detalhada (o que, geralmente, eu gosto bastante), mas achei que em determinados momentos o autor se perde um pouco... começa a divagar demais sobre alguns detalhes que não são interessantes, e nem acrescentam nada para a história... Mas, de toda forma, valeu a leitura.
  • "As filhas sem nome" - da primeira vez que vi esse livro fiquei encantada com o tema: a história de meninas chineses, nascidas numa família de filhas mulheres e que, portanto, o pai sequer se dignou a lhes dar um nome (lhe deu apenas números, na ordem do nascimento). Comprei sem nunca ter visto nada dessa autora - até porque, ela é chinesa! Apesar do tema ser aparentemente pesado, a história é interessantíssima, contada com muita delicadeza, o que faz da leitura algo delicioso! Vale muito à pena!
  • "O amante albanês" - nada de especial. O livro é legalzinho, trata de uma história de amor meio trágica... mas, enfim, não é nada demais.
  • "O clube do filme" - me interessei por esse livro porque a história de um pai que institui um "clube" para que assistir, junto com o filho, alguns filmes por semana me pareceu, no mínimo, interessante! Eu adoooro cinema e, por isso, achei que seria um livro bacana! Não me enganei! Devorei! E ainda fiz uma lista dos filmes comentados, que eu ainda não tinha assistido, para que eu pudesse "corrigir" esse déficit! Rs... Já consegui assistir a uns 3 ou 4 que ele comentou e eu ainda não tinha visto! Adorei a leitura!
  • "Vida Conjugal" - esse eu li num domingo à tarde. A leitura é fácil e o texto é bem escrito. É bacana porque trata com ironia e humor inteligentes o tema da traição, com a nuance da insatisfação (e da negação) do ser humano. Uma boa leitura.
  • "Frango com ameixas" - eu adorei o primeiro livro que eu li dessa autora ("Persépolis"), mas os outros dois que comprei depois - esse e "Bordados" - não chegam aos pés daquele... uma pena... 
  • "Eu sou o mensageiro" - adorei! O primeiro livro que eu li desse autor ("A menina que roubava livros"), achei sensacional! Recomendei para todo mundo! Achei incrível a forma dele contar a história: a ideia de trazer um narrador que desconhece as sensações e os sentimentos humanos, para contar uma história cheia de dor e sofrimento! Além disso - ou justamente por isso - as descrições das cenas são incríveis. Esse segundo livro estava na minha estante há muito tempo! Finalmente eu li! Demorei demais!! O livro é ótimo!! Não só porque o autor não repete a fórmula do anterior - o que é difícil de acontecer, especialmente quando o livro é um sucesso como foi o caso da "Menina..." - mas também porque ele escreve de uma forma deliciosa! Indispensável!
  • "Aprendiz de cozinheiro" - resolvi fechar o ano com um livro sobre culinária e viagens! Delícia!! Gostei muito da leitura! Morri de inveja (nude) da aventura do autor... Anotei várias dicas e receitas para testar quando puder! Para quem gosta da temática, vale muito a pena!
Resolvi fazer uma pilha com os livros lidos nessa segunda metade de 2011 (foram 24), para poder ilustrar o post. Aí não estão todos os livros do semestre, já que alguns deles eu peguei emprestado... mas já dá pra ter uma ideia!



O melhor de tudo é que com 43 livros lidos no ano estou chegando perto da meta de um livro por semana!! E que venham os livros de 2012!! :)

E aí? Já pensou em algum livros pra ler nesse ano?!

Beijos!
Tila.

PS: A propósito, o troféu de "Livro do Ano", na minha modesta opinião, ficou dividido entre dois escolhidos: "Um dia" (que eu até vi o filme, mas não se compara com o livro - apesar de eu gostar bastante da Anne Hathaway) e "Eu sou o mensageiro". ADOREI os dois, e foram os livros que eu comprei para presentear meus amigos no Natal!